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Economia

Vice-premier italiano nega intenção de conflito com a União Europeia

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O vice-primeiro-ministro italiano, Luigi di Maio, afirmou nesta sexta-feira que o país não pretende entrar em conflito com a Comissão Europeia, apesar do déficit de 2,4% anunciado para os próximos três anos.

"Agora começa o diálogo com a UE e com os grandes investidores privados e não temos a intenção de de entrar em conflito", afirmou à imprensa.

O comissário europeu de Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, declarou nesta sexta-feira que o orçamento italiano parece "estar fora dos limites" das regras europeias. Ele classificou de "explosiva" a dívida pública italiana e recordou que regras da zona do euro "devem ser respeitadas".

Questionado sobre as declarações, Di Maio, líder do Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema), destacou que "as preocupações são legítimas, mas este governo se comprometeu a manter o déficit em 2,4% durante três anos".

"Queremos pagar a dívida e posso assegurar que a dívida cairá graças ao crescimento econômico inesperado que será provocado pelo orçamento que prevê fortes investimentos", disse.

O vice-premier afirmou ainda não estar preocupado com a evolução das taxas de empréstimo porque os 2,4% de déficit serão acompanhados de 15 bilhões de euros de investimento que, segundo ele, devem gerar o crescimento.

"Os mercados terminarão por aceitar", declarou Matteo Salvini, o outro vice-primeiro-ministro e líder da Liga (extrema-direita).

A Itália tem uma dívida de 2,3 trilhões de euros, o que representa quase 131% de seu PIB, a proporção mais elevada da zona do euro depois da Grécia.

Bruxelas pede a Roma que mantenha o déficit no menor nível possível para reduzir paulatinamente a dívida.

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