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DIs voltam a cair em meio a leituras diferentes de pesquisa eleitoral e pós-Copom

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Os juros futuros alternam altas e baixas na manhã desta quinta-feira, 20, após o Copom e divulgação da última pesquisa Datafolha. Segundo um profissional de renda fixa, o movimento de alta nas taxas curtas e intermediárias refletia uma leitura negativa da pesquisa eleitoral mas também o tom mais conservador do Copom.

O comitê sinalizou que pode elevar a Selic após o segundo turno das eleições. Nesta quarta-feira, 19, o Copom manteve a taxa inalterada em 6,5% ao ano mas sinalizou, pela primeira vez, a possibilidade de uma alta gradual. Essa sinalização poderia, segundo um operador, conduzir as taxas mais longas para baixo se não fosse a pesquisa Datafolha, uma vez que um aperto monetário no curto prazo tira a pressão para altas no longo prazo.

Numa primeira leitura, agentes do mercado afirmam que a pesquisa Datafolha traz viés de alta para as taxas mais longas, diante da melhora de Fernando Haddad (PT), ainda que com menos força que a pesquisa Ibope, e também da provável vitória de Ciro Gomes (PDT) num eventual segundo turno contra todos os rivais.

Às 10h07 desta quinta-feira, o DI para janeiro de 2019 marcava 6,735%, de 6,791% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2020 exibia 8,49%, de 8,53% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 estava em 9,68%, de 9,74%, enquanto o vencimento para janeiro de 2023 marcava 11,22%, de 11,36% no ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2025 estava em 11,93%, de 12,14%.

 



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