Juros futuros fecham de lado em meio a alívio para ativos de emergentes

Os juros futuros tiveram queda moderada durante a tarde desta quarta-feira, 5, após registrarem volatilidade pela manhã, mas já nos ajustes da sessão regular as taxas de médio e longo prazo zeraram o recuo para fecharem de lado. O alívio que prevaleceu na segunda etapa foi moderado e autorizado pelo ambiente hoje um pouco melhor para ativos de economias emergentes, sobretudo moedas, com o dólar no Brasil negociado abaixo dos R$ 4,15. O cenário eleitoral totalmente incerto não permitiu uma devolução de prêmios mais firme.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular em 8,82%, de 8,86% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 10,11% para 10,10%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 11,77%, de 11,75%, e a do DI para janeiro de 2025 em 12,49%, de 12,47%. Na etapa estendida, as taxas já tinham viés de alta.

"O fechamento das taxas não foi grande e a curva está bem inclinada. Não teve notícia que chamasse a atenção. O dia é mais tranquilo no exterior, com o dólar não tão forte ante emergentes, mas o ambiente eleitoral continua conturbado", resumiu o estrategista-chefe da CA Indosuez Brasil, Vladimir Caramaschi.

As moedas de economias emergentes experimentam hoje alguma recuperação. Na Argentina, o peso devolveu pequena parte da queda dos últimos dias, ajudado por mais leilão de venda de US$ 100 milhões do banco central e pela expectativa de um acordo com o FMI, que permita a antecipação de outra parte do empréstimo de US$ 50 bilhões.

Na política, superada a frustração com a não divulgação da pesquisa Ibope sobre a corrida eleitoral, ontem, o mercado aguarda novos levantamentos. O Datafolha cancelou a pesquisa que seria realizada esta semana e prevê divulgar nova mostra no dia 10.

Já a ação ajuizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de improbidade administrativa contra o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, não chegou a abalar o mercado. Alckmin disse que não há fato novo na denúncia e esperar que a denúncia "não seja por causa de política".