Pela Dutra afora, com a Suzuki GSX-R

Piloto não poupou a superespor tiva japonesa, rodando em estrada ou no autódromo do rio é sempre uma emoção pilotar uma superesportiva 1.000cc. e valeu a pena esperar pela suzuki gsx-r 1000. o desenho do tanque de combustível não incomoda absolutamente nada. virei a chave, e pude perceber que o painel é completíssimo: no digital, o odômetro geral, dois parciais mais o da reserva, temperatura, velocidade, marcha, relógio, cronômetro e regulagem da luminosidade do painel.

O conta giros é analógico.

Além das luzes-espia convencionais, há mais uma de mapeamento do motor, e outras que acendem em série conforme o giro vai subindo. essas, da mesma forma que em carros de competição, acendem uma a uma, conforme o motor vai atingindo 6.500, 7.500, 8.000 e quando chega a 8.500 rpm, giro ideal para a troca de marcha, um led acende, como um brilho de diamante. senti falta apenas de um marcador de combustível analógico, que acho mais eficiente.

A motocicleta traz três tipos de mapeamento de mo tor, que podemos mudar mesmo com a moto em movimento. dependendo da posição, é modificada a forma como os bicos injetores de 12 orifícios e a ignição despejam a potência, que pode ser mais amena, ou não. o mecanismo tem o nome de suzuki drive mode selector – s-dms.

Saí direto para a rodovia presidente dutra e fiquei surpresa quando fui amarrar minha malinha: de todas as motos que testei até hoje, é a mais farta em lugares para prender os elásticos. a posição de pilotagem é ótima. o banco fica a 81 cm do chão, e os pedais do piloto têm três regulagens de altura. não fosse pela necessidade de abastecer, chegaria ao rio sem parar. o tanque tem 17.5 litros. na estrada, fez 14,84 km/l ,enquanto que, na cidade, fez 17,04.

V ibração um certo assobio deixa o ronco do motor de 999cm³, de 4 cilindros em linha (o que a faz vibrar pouco) com 16 válvulas e duplo comando no cabeçote, parecendo uma turbina. são 185 cavalos a 12.000 rpm com um torque de 11,9 kgfm a 10.000 rpm e taxa de compressão 12,8/1. abastecida, pesa 205 kg, resultando em uma relação peso/potência de 1 cavalo para 1,1 kg.

O giro vem limitado em 13.000 rpm. em 1ª marcha, chegou a 163 km/h, e em 2ª, a 212 km/h. rodando em uma estrada a 120 km/h em 6ª marcha, fica a 5.000 rpm. e é acima dos 8.500 que vira uma fera gos tosa de acelerar. a velocidade máxima que alcancei, dentro do autódromo de jacarepaguá, foi de 259 km/h.