Governo vai investir em hostels para não sobrecarregar hotéis

Uma das maior es críticas da F i f a e do Comitê Olímpico Inter- nacional (COI) aos pr ojetos do Rio de J aneir o par a sediar a Copa do Mundo e os J o gos Olímpicos f oi a limitação da r ede hoteleir a ca- rioca. Em cr escimento aceler ado , os hostels já são vistos como uma das alternati v a s da capital flu- minense par a desaf o gar os hotéis entr e 2014 e 2016. Na última Copa do Mundo , cer- ca de 5% dos 375 mil turistas que viajar am par a a África do Sul fi- car am hospedados em hostels. Is- so , v ale lembr ar , n um país que tem uma r ede de alber gues bem inferior ao Br asil. T ermômetr o da ati vidade em todo o m undo , a Hostelling In - ternational tem apenas 12 esta - belecimentos c re d e n c i a d o s no país africano contr a 95 em território br asileir o . – P ode par ecer pouco , mas ac hei m uito significati v o esse nú- mer o de turistas hospedados em hostels na África do Sul – co- menta o pr esidente da F eder ação Br asileir a de Alber gues da J u- v entude, Car los A ugusto Alv es. – A pr e visão de turistas no Br asil dur ante a Copa é ainda maior do que vimos na África e nossa r ede é bem mais ampla. O cr escimento vigor oso dos hostels fez com que o Go v erno também apostasse no setor par a não deixar os turistas sem quar- tos nos g r andes e v entos. A Riotur já f az, inclusi v e, um tr a b alho de localização de possív eis alber- gues em prédios não utilizados pela Pr efeitur a. – Quer emos e xpandir o númer o de hostels no Br asil, mas man- tendo e até melhor ando a qua- lidade – diz a p r esidente da As- sociação de Alber gues do Rio de J aneir o e assessor a especial da Riotur , Andr ea Cota. – H oje, a feder ação adota como norma pa- r a a a bertur a de alber gues um númer o mínimo de 40 leitos. Nos- so objeti v o é começar a tr a balhar com 60 até 2014. Outr a possibilidade também é a p esquisa de locais que podem ser vir de hostels temporários de 2014 até 2016. – A r egião portuária será totalmente r e - vitalizada, mas não temos hos - pedagem no local. Nossa ideia é incenti v ar empr esários a apos - tar em alber gues temporários que funcionarão da Copa do Mundo até os J o gos Olímpicos – r e v ela Andr ea Cota. T ambém é de inter esse dos próprios donos de hospedagens neste estilo em di vulgar o ne - gócio . A F eder ação Br asileir a de Alber gues da J uv entude de - v e en viar em br e v e ao Minis - tério do T urismo o pr ojeto Mo - c hila Br asil, que visa sensibi - lizar empr esários a in v estir no setor e popularizar os hostels

Alber gues ou hotéis?A grande difer ença

entr e os dois tipos de acomodação está no tipo de hospedagem. Enquanto os hotéis pr ezam por quar tos individuais, os alber gues apostam na filosofia da hospedagem coletiva. Segundo os empr esários do ramo, a questão não é apenas economizar , mas também incentivar o turista a ter experiências mais amplas nos locais que ele visita. O movimento alber guista nasceu em 1909, na Eur opa. Na ocasião, ele ser viu para estudantes que faziam longas excursões pelo continente e pr ecisavam de lugar es baratos para ficar .

Na Copa da África, 5% dos turistas se hospedaram em hostels. Númer o deve aumentar no Brasil

PADRÃO

– Alber gue em T aiwan (alto) mostra que estilo é o mesmo no mundo inteir o. Abaixo, selo inter nacional em Copacabana

em todo o Br asil. – P odemos estar em 15º lugar no m undo , mas ainda temos apenas 100 mil moc hileir os as - sociados no Br asil – lembr a o pr esidente da feder ação , cujos alber gues cr edenciados dão descontos aos turistas associa - dos. – Isso é pequeno n um uni - v er so de 40 milhões de turistas associados nas feder ações que e xistem no m undo inteir o .

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