Alta Roda

-->Fernando Calmonfer nandocalmon.jor .br-->Perigo mora na distração-->Com o aumento da fr ota m undial – cer ca de 1 bilhão de v eículos de todos os ti- pos, sem incluir os de duas r odas – uma das maior es ameaças à se- gur ança é a distr ação ao v olante. Esse ponto tem mer ecido estudos por parte de uni v er sidades, as- sociações e clubes de motoristas e, mais r ecentemente, dos pró- prios go v ernos. Nos EU A, por e xemplo , onde a fr ota cir culante é de 250 milhões de v eículos, o Ministério dos T r ansportes (MT) criou um site c hamado -->d i s t ra c - t i o n . g ov -->especificamente par a cuidar do tema. De f orma didá- tica, começa por classificar os ti- pos de distr ação: “V isual – olhos desviados do caminho”,“Man ual – m ãos f or a do v olante”, “Co gniti v a – pensa- mento longe do ato de dirigir”. Explica que dirigir distr aida- mente é qualquer ati vidade des- ligada desse ato , com potencial de dr enar atenção da tar ef a primá- ria e assim aumentar a p r oba- bilidade de acidentes. Existe um hábito do motorista médio ame- ricano de escr e v er e e n viar tor- pedos por celular , enquanto está ao v olante, o M T consider a alar- mante por en v olv er aqueles três tipos de distr ação . Há pouco mais de um ano várias leis estaduais pr oibir am r ece ber e en viar men- sagens de te xtos, pois não esta v a pr e vista essa tr ansg r essão quan- do os códigos de trânsito f or am criados. A fiscalização , no entan- to , é difícil. T ambém são listados alguns e xemplos das distr ações mais co - m uns ao conduzir um carr o: Usar telef one celular; fumar , be ber e comer; con v er sar com os passageir os; ajeitar a aparência (da g r a v ata à m aquiagem); ler , inclusi v e mapas; usar agenda e o GPS; assistir a vídeo; m u dar es- tação do r adio ou f aixas de CDs; pegar e guar dar objetos. Ob via- mente há escala de importância nessa classificação . Mais de 90% dos modelos v endidos nos EU A são automáticos e, portanto , uma das mãos não é usada par a tr ocar mar c has. Daí a possibilidade de di - rigir e f alar ao telef one com menos interferência. Da mesma f orma, um dispositi v o de vi v a-v oz é menos pe - rigoso do que segur ar o celular . Utilizar o telef one, mesmo com o sistema de mão li vr es, tem sido con - denado em estudos por se asseme - lhar a err os cometidos por motorista alcoolizado . P orém, de v e-se conside - r ar que boa parte dos motoristas está consciente de que de v e e xer cer ainda mais atenção nessas cir cunstâncias. Embor a o ato de dirigir não de v a ser automatizado , e xistem difer enças de ha bilidade entr e as pessoas e de ca - pacidade de m ultitar ef as, sem com - pr ometimento se v er o da segur ança. Daí a r esistência de banir a uti - lização do vi v a-v oz, que contin ua permitido , mesmo onde há r estri - ções ao telef one. Segundo in v es - tigações do Instituto de Dados so - br e P er das nas Estr adas America - nas, em todos os estados em que e xiste alguma lei contrária ao ce - lular , o númer o de mortos e feridos ficou esta bilizado entr e 2004 e 2009, apesar do aumento da fr ota. Deste modo , em oposição à teoria, não se confirmou r elação substan - cial de causa-efeito .