Agências são caixas pretas na alma do governo federal

-->“-->Sob tir oteio de críticas, entidades r eguladoras não se manifestam-->Anac, Anatel, Aneel, Ancine, ANP , ANS, Antaq, ANTT , An visa, Ana... As agências r egulador as de ati vidades econômicas, que já so - mam quase duas dez enas no país, assemelham-se a ca bides de em - pr ego em que a competência téc - nica é pr eterida par a o f a v or eci - mento de aliados políticos do go - v erno , compr ometendo a qualidade de vida e causando pr ejuíz os à po - pulação . A crítica v em de especia - listas ouvidos pelo -->J ornal do Brasil -->. A penas uma delas, a Aneel, teria causado um pr ejuíz o superior a R$ 6 bilhões à União , segun - do Ildo Sauer , pr ofessor da USP e e x-dir etor da P etr obr as. O f ato é que o silêncio mantido pelas próprias agências estim ula as crí - ticas. Criadas pelo go v er - no n um momento em que o Estado passou a se r e - tir ar da economia – par a r egular e fiscalizar em - pr esas que atuam na pr es - tação de ser viços públi - cos, como telef onia, água, ener gia, entr e outr as – elas não costumam dar r etorno às indagações que se f az em quanto ao númer o de funcioná - rios e eficiência, por e xemplo . As agências r egulador as são alv o de críticas não apenas de oposi - tor es, mas também por aliados e e x-aliados do go v erno . Mas nem por isso manifestam-se contr a os ata - ques, como no caso da Agência Na - cional de Ener gia Elétrica (Aneel) ou da Agência Nacional de T r ans - portes T err estr es (ANTT).-->Fogo amigo-->Ex-pr esidente do BNDES no go - v erno de Luiz Inácio Lula da Silv a, o pr ofessor Car los Lessa, por e xem - plo , contesta o sistema de r egulação como um todo . – É clar o que de v e ha - v er nepotismo e nomea - ção de corr eligionários, mas isso é quase um pe - cadinho menor . O pr oble - ma maior é que as agên - cias são pouco influencia - das pelos inter esses po - pular es – r eclama. Segundo Lessa, nin - guém participa da esco - lha de r epr esentantes dos consumidor es na Agência Nacional de Ener gia Elé - trica (Aneel), por e xem - plo . Essa agência, na opi - nião dele, é o mais bri - lhante e xemplo de que o pseudo-liber alismo não é a demo - cr acia, mas a esterilização do v oto . – A sociedade está sendo con - tr olada pela plutocr acia – afirma. Destaca que, além de err ar e não corrigir cálculos sobr e o v alor das tarif as, a Aneel conseguiu o pr o - dígio de tr ansf ormar as tarif as de ener gia do Br asil – que já f or am as mais baixas – nas mais car as do m undo . Isso pela ausência de r e - pr esentantes legítimos dos consu - midor es, que são os principais in - teressados. Como e xemplo dos desvios, Car - los Lessa r elata que, agor a, a Aneel c hegou ao cúm ulo de isentar dis - tribuidor as de ener gia, como a Light, de danos em apar elhos do - mésticos causados por piques de v oltagem. Segundo ele, pelas nor - mas da Aneel, os usuários não po - dem sequer r ecorr er aos juizados de pequenas causas par a buscar r essar cimento dos pr ejuíz os. Se - gundo a Light, o consumidor con - tin ua tendo o dir eito de r ecorr er à empr esa ou a J ustiça em caso de dano em um equipamento causado por um pico de ener gia. O -->JB -->fez contato com o Ministério das Minas e Ener gia e até o fec hamento não houv e r etorno .--> Técnicos são pr eteridos em benefício de militantesAlvar o DiasSenador (PSDB-PR)-->Continua na página seguinte