Uma concepção humana

A cultura desempenha o papel de sinalizador das qualidades pessoais a serem valorizadas e m pleno século 21, muitas organizações ainda se apoiam em pressupostos mecanicistas originários do século 19 que buscam a padronização de métodos, processos e ferramentas. e se esquecem de que, por trás de números e cifras, existem pessoas.

Tradicionalmente, avaliar pessoas está intimamente associado à ideia de classificação da superioridade de uma pessoa em relação a outra, a partir de resultados de trabalho.

Tendências contemporâneas de avaliação convidam à substituição de práticas centradas na análise mecânica do trabalho por outras, nas quais o poder é exercido como uma forma de aprendizagem e educação. o centro do poder organizacional desloca-se para uma visão orgânica, por demandar a verificação do nível de agregação de valor ao negócio.

Investir no desenvolvi mento do potencial humano é uma condição sine qua non para preparar o homem para intervir de modo consciente em situações que demandam alterações de rumo, determinação de metas e enfrentamento de desafios organizacionais.

Considerando que a cultura organizacional – conjunto de crenças e valores da maioria das pessoas na organização – modela posturas e decisões e, assim, afeta positiva ou negativamente o gerenciamento de resultados, é essencial compreender o contexto em que essa prática ocorre para construir estratégias de mudança eficazes.

A cultura, no tocante à gestão de resultados, desempenha o papel de sinalizador das qualidades pessoais a serem valorizadas, ajudando a defi nir o nível de colaboração desejada, a indicar como o comportamento deve ser controlado e que espécies de controles devem ser utilizadas, e a estabelecer a forma apropriada de lidar com o meio externo.

Em organizações mais tradicionais, a adaptação às novas formas de gerenciamento de resultados, quando ocorre, se faz lentamente. nesse contexto, as decisões são previsíveis, pois são tomadas com base em normas, regras, procedimentos e regulamentos. assim, em regra, essas organizações se tornam despreparadas para lidar com a imprevisibilidade que caracteriza o atual cenário emp re s a r i a l .

A transição de sistemas de desempenho tradicionais para outros mais avançados exige estratégias de mudança capazes de criar condições adequadas à sustentação de transformações que tenham como objetivo o reconhecimento de pessoas e de equipes.