Caixa compra banco bichado

Se você tinha alguma dú- vida de que Silvio Santos era um ótimo negocian- te, coma vendade 49%das ações deseu BancoPanAme- ricano para a Caixa Econômica Federal, agora não mais. Digo isso porque o famoso co- municador eempresário, ao conseguir negociarseu banco praticamente insolvente, me- rece um troféu! E esperto como é, ainda recebeu pelo estranho negócio R$739,2 milhões.Ló- gico que transacionar com go- vernantesno Brasilnuncafoi difícil, ecom Lulaas facilida- des afloram a cada negociata. Mas o que intriga neste caso é que o Banco Central, sabedor já háum bomtempo dasirregu- laridades existentes no PanA- mericano, tenhapermitido sua venda e,mais g rave ainda, não ter comunicado ao mercado. Por outro lado, que nível de audito- ria é essa doBC que não des- cobre tais falcatruas? E o Banco Central não é comunicado todas as vezes que um banco vende a carteira de algum produto finan- ceiro para outra instituição? Por que a empresa de audito- ria como a Delloite, exclusiva pa- ra auditar obanco em questão, não identificou as fraudes? E no anopassado, antesde aCaixa adquirir partedo PanAmerica- no, serviu-se dospréstimos das empresas de auditorias tradicio- naiscomo aKPMG ea Fator,e estas também omitiram as ma- racutais?Na realidade,nin- guém precisa ser um especialis- ta em auditoria para saber o que aconteceu nesta esbórnia toda. Quem játeve umaempresa sabeque, quandochega ofis- cal, do Trabalho ou da Receita Federal,e eleapurairregula- ridades, há servidores públicos que tentamexigir vantagens pessoais para nãoefetuar as multas. Como em nosso país es- sas coisas acontecem e abarro- tamos tribunais,só nosresta desconfiarde queestasaudi- torias eram cartas marcadas.

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Paulo Panossian

J O R N A L I S TA