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JB

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Enem

Será que é isso mesmo que eu entendi? O ministro da Educa- ção,Fernando Haddad,quer queosalunos indiquemaor- dem de como a sua prova deverá ser corrigida? Como diria o sau- doso Bussunda: “Fala sério”.

João Pedro Rodrigues,

Rio

Mais uma vez a imprensa é culpada. SegundoLula, o exame do Enem foi um suces- so extraordinário e um jornal de Pernambuco não agiu com seriedade (sic).

Luiz Nusbaum,

São Paulo

O Enem desqualificaa com- petência do Ministério da Edu- cação para gerir um projeto de R$ 182 milhões, que deverá ser anuladopela Justiça,frustran- do 3,4 milhões de participantes em todo o país. De Moçambi- que, distante na geografia e da realidade, Lula disse que “o Enem provouque éextraordi- nariamente bem-sucedido”!

Abel Pires Rodrigues,

Rio

OVenem (vexamedoEnem) tende a se ag ravar quando o pre- sidente Lula, num de seus arrou- bos discursivos, diz que “não será um errinho qualquer que vai bo- tar tudo a perder”. É bom que se diga: os dois erros crassos foram protagonizados no governo atual. Antes, o Enem sempre foi con- fiável, mas, prendendo-se aos 82% de popularidade, Lula pen- saráque osestudantes nãotêm discernimento para avaliar que esse vexame poderia ter sido evi- tado não fosse o loteamento de cargos, o velho guarda-chuva que abriga companheiros.

Izabel Avallone,

São Paulo

De acordo com estudo elabo- rado pela Organização das Na- ções Unidas (ONU),o Brasil, no quesitoeducação, estáno mesmo nível do Zimbábue, o país africano mais atrasado do mundo. Se depender do Minis- tério da Educação, que foi o responsável, mais uma vez, pe- lo fiasco vexaminoso do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),Zimbábue, dentroem breve,deixaráo Brasilna lanternadaperfor- mance educacional. Para o go- verno do presidenteLula, go- vernar o país é tão somente via- bilizar a aquisição, pela popu- lação, de geladeira e carro com isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Túllio Marco Soares Carvalho,

Belo Horizonte

Impostos

Ao invés de penalizar o con- tribuinte com mais um impos- to, a recriação da CPMF, a pre- sidente eleita deveria pensar em combater com mais rigor a corrupção que reina absoluta no país. SeDilma Rousseff se cercar de pessoas honestas pa- ra governar, afastando os po- líticos ficha-suja para que pos- sa prevalecer a fiscalização na execução orçamentária, impe- dindo o derramede dinheiro entreobras irregularesepo- líticos desonestos, os recursos surgirão para supriras neces- sidades prementes da popula- ção, educação e saúde.

Odiléa Mignon,

Rio

Seo Brasiltema maiorcarga tributária do mundo, por que os serviços públicos são tão ruins? E nossos políticos ainda querem criar mais umimposto: um tal CSS. Esse é mais um engodo, com acréscimo de mais algumas dezenas de bilhões de reais para novas farras dos encastelados de Brasilia, mas o serviço de aten- dimento à saúde continuará o mesmo ou pior.

Benone Augusto de Paiva,

São Paulo

Imposto é imprescindível. É ele que financia a saúde, a edu- cação, a segurança e todas as po- líticaspúblicas. Nãocreioseja proposta do governo aumentar a cargatributária. Massubstituir algum imposto, sem onerar o contribuinte, é razoável. Princi- palmenteo CPMF,queé oim- posto maistemido dossonega- dores, caixa 2,traficantes, pica- retasde todaaespécie. Opro- blema é que no Brasil uns pagam muito e outros não pagam nada. Justamente quem nada ou quase nada paga é que bota a boca no trombone. O assalariado paga imposto de renda, descontado na fonte de até 27,5%. O CPMF, ape- sar de ser mais um imposto, tal- vez seja o mais justo entre eles.

Emanuel Cancella,

Rio