Editorial

E agora, Cristina Kirchner , como vai ser?

ALÉM D A DORnatur al que qualquer morte em f amília pr o v oca, a per da de Néstor Kir- c hner é m ais dur a ainda par a sua m ulher , Cristina, a p r esi- dente da Ar gentina. Qualquer ar gentino pouco politizado sa- be que a c hefe da nação não da v a meio passo sem a apr o- v ação do marido . Agor a, pelo menos até o fim do mandato , Cristina terá de caminhar com os próprios pés, até par a não criar uma crise inadmi - nistráv el. O dr ama é que seus pés estão m uito pouco cale - jados, e lo go começarão a sur - gir as bolhas. A r elação entr e os Kir c hner não está em julgamento – é uma tr adição da política dos

hermanos

o per sonalismo , desde os tempos áur eos dos P erón. Nossos vizinhos são bastante afeitos a um “pai” ou “mãe” do po v o e dos de - s a m p a ra d o s . O que de v e ser , isto sim, mo - ti v o de r efle xão par a cada ar - gentino neste momento é o que f az er diante do imponde - ráv el colocado ao país pelo destino? Ainda é cedo par a se bater qualquer martelo . Afinal, Néstor não f oi sequer enter - r ado . Cristina, cujos índices queimando os neurônios é Júlio Cobos, o vice-pr esidente ar gen - tino , candidato em potencial às próximas eleições pr esiden - ciais, que bater a de fr ente com o casal há quase dois anos – mas que tem bastante crédito e r es - peito com o eleitor ado . Entr e os assessor es mais próximos há a certeza de que, pelo menos até a poeir a baixar , seria m uito pe - rigoso bater em Cristina agor a – poderia ser um tir o no pé. O futur o da Ar gentina será de - terminado pelos primeir os pas - sos da pr esidente, agor a viúv a, de seu maior guia político . Se até aqui ela só pr ecisa v a cumprir as or dens e pa vimentar o caminho até a v olta do marido à Pr esi - dência, agor a pr ecisará de m ui - ta firmeza par a tomar as rédeas não só de sua vida e futur o po - lítico . Mas também dos destinos de toda a nação ar gentina. Um momento dr amático como as histórias contadas nos tangos. de popularidade andam m ui - to baixos – difer entemente dos que tinha o marido – pode apr o v eitar -se da tr agédia pa - r a mobilizar a emoti v a popu - lação a carr egá-la nos ombr os até o fim do mandato . Mas se - rá que par a tanto ela terá tal capacidade, tal carisma? Quem também de v e estar

Num país emotivo como o tango, nem a oposição se atr eve a bater na pr esidente neste momento

Editorial