Editorial

-->É bobagem tripudiar sobre os institutos de pesquisa-->ENTRE OS PRINCIP AIScomen - tários no -->da y after -->do primeir o turno das eleições n ã o f altar am as ir onias, algumas menos finas do que outr as, sobr e os err os nas pr e visões dos principais insti - tutos de pesquisa. Muitas delas com incontida aleg ria na ten - tati v a de desmor alizá-los. Como se a mídia e os cientistas po - líticos n unca err assem. P esquisa é como uma f oto , uma r epr esentação da r ealidade – e não a própria r ealidade. Não é pr e visão cr a- v ada do futur o – até por q ue isso não e xis- te. É como quando a impr ensa pr ocur a os matemáticos par a sa ber as c hances de um time de fute bol ser campeão ou r e baixa- do . Se um time entr a n uma f ase ruim ou começa a ganhar de todo m undo após o “cálculo”, a crítica e a tor cida atir am pedr as no ma- temático , como se ele ti v esse da- do alguma certeza. P esquisa eleitor al r ende, isto sim, boas discussões – não por outr o m oti v o a i mpr ensa as di- vulga com tanto destaque. Err ado este v e quem não per ce beu, ao analisá-las, que er a impossív el pr e v er se ha v eria ou não segundo turno . Se f alássemos de númer os na casa dos 35% ou, par a o outr o lado , dos 60%, aí um err o seria injustificáv el. Mas, se Dilma flu- tua v a na casa dos 50%, é clar o como água que ela podia ter um pouco mais ou um pouco menos. E, sa be-se agor a, o tsunami Ma- rina cr esceu no últimos dias, pou- co tempo par a ser detectado com segur ança pelas pesquisas. É pr eciso dar às pesquisas a r ele vância corr eta, par a que não se cometam injusti- ças. Não ca be aqui julgar se algum ins- tituto , e v entual- mente, age ou agiu sem a d e vida corr e- ção . Há bons e maus pr ofissionais em qualquer r amo . Se algum eleitor decidiu seu v oto baseado em pesquisas, também err ou. Se algum v eículo “com- pr ou” as gar antias das pesquisas, err ou ainda mais. Não se pode é per der de vista que os próprios institutos têm todo o inter esse em se apr o ximar ao máximo do r esultado v er dadeir o das urnas. Quem tem de estar m ui - to a borr ecido nesta semana são os pr esidentes dessas instituições, até por que uma sequência de err os (essa sim, mais do que a ir onia sar cástica da mídia) aca ba em de - finiti v o com a cr edibilidade.-->T omar perspectivas como fatos é supor que uma foto é a r ealidade, e não a sua r epr esentação