V ote certo

-->dam às prioridades da sociedade. Como as r ef ormas constitucionais tão necessárias, a bastecimento de água, coleta de esgotos, tr ans- porte, aer oportos, portos, estr a- das, saúde, educação , mor adia, além de outr os benefícios sociais par a o bem-estar da população . A nossa subestima pela qua- lidade do v oto , há décadas, v em acum ulando consequências ne- f astas par a o país. P or esta pas- si vidade é que constatamos hoje a corrupção e atitudes vis, a nív eis de epidemia, espalhadas nas es- fer as públicas, principalmente no Executi v o e no Legislati v o . Estão , aí, os e xemplos mais r e - centes do mensalão , da Casa Ci vil do go v erno Lula, dos go v ernado- r es do Amapá e do T ocantins, em que compr o v adamente milhões de r eais f o r a m desviados, em de- trimento até da mer enda escolar , da saúde, saneamento básico . Em boa parte das nossas câ- mar as m unicipais, assembleias legislati v as e no Cong r esso é co- m u m a cobr ança de mesadas men- sais pelos par lamentar es par a v o - tar pr ojetos do Executi v o . Um es- cárnio! A mídia den uncia, e a P o- lícia F eder al e o Ministério Pú- blico compr o v am as f alcatruas. Não por outr a r azão é q ue par- lamentar es indignos gastam até o que não têm par a se eleger em, por que sa bem que o crime com- pensa. P olíticos sérios são mino- ria, e não conseguem f az er fr ente a tanta dep r a v ação institucional. P or isso , pesquisar bem em quem v otar pode r epr esentar um v e r dadeir o m utirão na r econstru- ção ética das nossas instituições. É u ma tar ef a d e Jó. Exige pa- ciência, m uita paciência e per- se v e r ança. Coisa, talv ez, par a a l- gumas ger ações.Quem em sã consciência com - pr a um carr o , eletr odomés - tico , alimento , r emédio , cos - mético etc que não pr este? P or que, então , a maioria do eleitor ado diz que “político não pr esta” e que “são todos f arinha do mesmo sa - co”, e mesmo assim v ota em certos, melhor , pouco certos pr etendentes a car gos públicos? Os mesmos 135 milhões de br a- sileir os con v ocados par a v otar amanhã, quando saem par a as compr as, pr ocur am pesquisar pr eços, qualidade, pr ocedência, inclusi v e v alidade (alimentos ou r e médios), par a não ser em enga- nados. P or que, enfim, não ter o mesmo cuidado com a pátria? A desculpa de desconhecimen- to dos f atos é esf arr apada, por que hoje são vários os meios de in- f ormação – rádio , jornal, r e vistas, TVs, internet etc – par a identi- ficar os bons e os maus políticos. E mesmo assim o eleitor nem sem- pr e v aloriza seu v oto , deixa de in v estigar e apur ar q uem são os candidatos fic ha-limpa e aca ba colocando seu sufrágio nas urnas como se esti v esse depositando sua cidadania no lixo . O v oto não é sapato , r oupa que, depois de um tempo de uso pelo desgaste ou ainda pelo mo - dismo , se descarta. Ao eleger um político , sendo ele pr obo , dono de bom currículo , não um fic ha suja, v ocê poderá deixar legados par a m uitas ge- r ações. E sem pr az o d e v alidade! P o r que o eleito v ai dignificar nos- sas instituições e se constituirá e xemplo , inclusi v e par a seus fi- lhos, netos, bisnetos e, certamen- te, irá apoiar pr ojetos que aten--->Paulo Panossian-->J O R N A L I S TA