Editorial

-->DIFICILMENTE ALGUÉM m uda - rá seu v oto par a amanhã baseado no último de bate entr e os prin- cipais candidatos à sucessão do pr esidente Lula, na noite de quin- ta-feir a. A pouca disposição do trio Dilma Rousseff – J osé Serr a – Marina Silv a par a o confr onto e o f ormato e xtr emamente engessa- do do pr o g r a ma f o r a m um com- plicador natur al par a que cada um pudesse desen v olv er satisf a- toriamente suas ideias. Um ponto positi v o do encontr o f o i e xa- tamente o nív el ci- vilizado de todos. Is- so , é clar o , desag r a - da aos que gostam de baixaria, mas es- tes, se houv esse pr o v ocações en- tr e os candidatos, diriam que o nív el f oi baixo . Nunca estão sa- tisfeitos. Mas, se houv e coisas boas, nem tudo funcionou. O melhor e xem- plo f oi a f alta de discussão sobr e o futur o da economia do Br asil. T a l- v ez buscando atingir mais dir e- tamente os eleitor es indecisos, Dilma e Serr a f alar am mais em obr as que pr etendem f az er ou em feitos que seus partidos já ha viam conquistado quando no go v erno . Marina buscou um pouco mais a discussão teórica, mas f ocou no seu tema f a v orito , o meio ambien- te. E Plínio de Arruda Sampaio , que até ameaçou incluir a eco- nomia na pauta do de bate, des- cambou par a u ma discussão des- pr opositada entr e ricos e pobr es. O Br asil tem um g r ande desafio já par a 2011, que é manter a eco- nomia blindada à crise interna- cional, que ainda ameaça os Es- tados Unidos e esquenta o ter- mômetr o social da Eur opa. T e- mos hoje uma v alo- rização do r eal – o dólar cruz ou par a baixo a mar ca de R$ 1,70 – combinada com jur os ainda em um patamar bastan- te ele v ado . A queda de jur os f aria bem ao país, às empr esas e, por ta bela, a consumidor es e tr a - balhador es. Mas entr a, então , a dis - cussão sobr e o risco de inflação , com jur os mais baixos e possív eis e xplosões de crédito e consumo . O eleitor , pelo menos o que deixou par a decidir baseado no de bate, v ai às urnas amanhã sem sa ber de mo - do e xplícito o que pensam os pos - tulantes à Pr esidência sobr e polí - tica econômica. Supõe-se que a can - didata da situação mantenha a atual política, e que os de oposição pr etendam m udá-la. Mas isso po - deria ter sido mais bem e xplicado .-->Faltou economia no último debate dos presidenciáveis-->A manutenção ou não da política econômica é uma questão cr ucial já no cur to prazo