História das urnas no Brasil

-->Paulo Panossian-->J O R N A L I S TA-->derão v otar . A Região Sudeste con - centr a 59 milhões de eleitor es. Nor - deste 36,7 milhões; Sul, 29,4; Norte, 10; e Centr o Oeste, 9,7 milhões. O estado de São P aulo é o maior co - légio eleitor al do país, com 30,3 milhões de eleitor es. O primeir o pr esidente empos- sado no Br asil f o i o mar e c hal Ma- n uel Deodor o da F onseca, em 1891. E agor a v amos eleger o 36° da nossa história. Destes, quatr o f or am depostos: em 1930, W ashington Luiz; em 1945, Ge- tulio V ar gas; em 1955, Car los Luz; e em 1964, J oão Goulart. Dois r en unciar am: J anio Quadr os, em 1961; e F ernando Collor , em 1992. O gaúc ho Getulio V ar gas f oi o pr esidente que ficou no poder mais tempo: 18 anos. O Br asil f oi o pioneir o no m undo , na utilização de urnas eletrônicas. Este e v ento te v e início em 1996. A pri - meir a e xperiência f oi na cidade de Brusque (SC). E a partir de 1998 em todo o país. Esta ino v ação agiliza as apur ações, que le v a v am até semanas, eliminou fr audes, que er am com uns. Hoje e xportamos nossa tecnolo gia par a m uitos países. Sa bemos que o f ato de termos eleições li vr es, por si só, não con - solida o r egime democrático . Em r e - cente estudo a r e vista -->T h e Economist -->a v aliou g r au de democr acia em 167 países. Aqueles que obti v er am as melhor es notas são seis monar quias constitucionais: Suécia, campeã, com nota 9,98; a seguir , Noruega, Holanda, Dinamar ca, No v a Zelândia e Luxembur g o . Os EU A ficar am na 18ª posição . O B r a sil em 41ª, com a nota 7,38, ou seja, atrás do Chile e do Uruguai. E, ser vindo de consolo , fi - camos bem à fr ente da Ar gentina.Poucos sa bem que a primeir a eleição no país aconteceu em 1532, na V ila de São V icente, posteriormente cidade, fundada por Martim Af onso de Souza, no litor al paulista. O Br asil, entr e 1822 e 1881, er a mais democrático do que os países eur opeus. Em 1860, por e xemplo , v otar am 13% da popu - lação li vr e. Já na Espanha, 2,6%; na Inglaterr a, 3%; e na Suécia, 5%. Em 1881, f oi intr oduzida a elei - ção dir eta, mas ainda pr oibido o v oto do analf a beto e d as m ulher es. E par a v otar o eleitor teria de pr o v ar r enda. E, com estes cer ceamentos, o númer o de v otantes caiu par a 5% da população . Só em 1945 a par - ticipação do eleitor v oltou aos ní - v eis de 1860, ou seja, de 13,4%, já que pelo Código Eleitor al de 1932 a m ulher finalmente passou a ter di - r eito ao v oto . A liás, a No v a Zelân - dia, em 1893, f oi a primeir a nação a permitir participação feminina. A partir de 1934, a idade mínima do dir eito ao v oto , f oi r eduzida de 21 par a 18 anos. E na Constituição de 1988 vier am as ino v ações do v oto f acultati v o par a maior es de 16 anos e a permissão par a que os analf a betos também pudessem participar . Este g rupo de analf a betos c hega hoje a 16 milhões de pessoas. Desta f orma, o eleitor ado que em 1960 corr espondia a 22% da população , em 1986 passou a 51% e em 2010 a 72%. Ou seja, em 50 anos, houv e um acréscimo de 123 milhões de eleitor es. P ar a o próximo pleito , distribuí - dos por 27 estados e o Distrito F e - der al, n um total de 5.565 m unicí - pios, 135.804.433 de br asileir os po -