Terror sem engrenagem: confira a crítica de 'Virgens acorrentadas'

“Virgens acorrentadas”, do diretor curitibano Paulo Biscaia Filho, utiliza a metalinguagem para contar a história de um roteirista que decide fazer um filme de terror de baixo orçamento, mas, no decorrer das filmagens, equipe e  elenco descobrem que estão numa situação “real”. A trama se divide entre a pré-produção na formação de roteiro e elenco e na escolha da locação, uma mansão sinistra, até o início da fotografia principal. 

Filmado na cidade de Austin, no estado do Texas, com elenco americano, a ótima ideia sofre com a inconsistência do roteiro de Gary McClain Gannaway. A trama demora a engrenar, falta propósito aos personagens e a subtrama, um envolvimento entre o roteirista, a produtora e a atriz, mesmo com uma revelação, não acrescenta nada ao todo. O “terrir” fica no meio do caminho: nem diverte, nem assusta o suficiente.

De positivo, há uma quebra de expectativa no final e elementos do gênero ajudam a segurar um pouco o interesse. Bem fotografado, “Virgens acorrentadas”. No entanto, carece do princípio básico de um bom filme de terror: a criação do clima, antes mesmo que a serra elétrica comece o massacre.

*Jornalista e membro da ACCRJ

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VIRGENS ACORRENTADAS: * (Ruim)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom

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