A superação de Tami: confira crítica de 'Vidas à deriva'

Histórias trágicas ou de superação no mar são base constante para produções no cinema. O novo filme a tratar do tema é “Vidas à deriva”, do diretor islandês Baltasar Kormákur, que apresenta um fato real ocorrido no início da década de 1980, contado em um livro da velejadora americana Tami Oldham.

Em 1983, Tami (Shailene Woodley) e o namorado, o inglês Richard Sharp (Sam Caflin), decidem levar uma embarcação de amigos do Taiti para os Estados Unidos. No meio do caminho, eles são surpreendidos por um furacão que deixa o barco à deriva.

Kormákur não apresenta inovações no gênero, mas constrói boas cenas em mar aberto, principalmente as dos personagens lutando contra a tempestade, e foca na jornada de Tami – sem poder ter a ajuda do companheiro, ela conseguiu direcionar o barco para o Havaí e garantir a sobrevivência por muitos dias no oceano com pouca comida e água potável. Diversos flashbacks entrecortam a história para mostrar o romance do casal e a importância do seu envolvimento para a superação da velejadora.

O personagem central é daqueles que marcam a vida de uma atriz e Shailene se joga de cabeça no projeto, trabalhando pela primeira vez como produtora de um filme e conseguindo também uma atuação convincente.

*Jornalista 

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VIDAS À DERIVA: *** (Bom)

Cotações: o Péssimo; * Ruim; ** Regular; *** Bom; **** Muito Bom

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