Caderno B: confira dicas de teatro

Frida Kahlo – A deusa tehuana

Com direção de Luiz Antonio Rocha, atuação de Rose Germano e texto escrito pela dupla, a peça, que estreou em 2014, chega quinta-feira à sétima temporada, desta vez no Teatro Eva Herz (R. Senador Dantas, 45 - Cinelândia; Tel.: 3916-2600). O monólogo é livremente inspirado no diário e na obra da artista mexicana Frida Kahlo, com fragmentos de sua vida e pensamentos. “O grande destaque está na autenticidade da mulher à frente do nosso tempo. Ela é a desmedida das coisas, está fora dos padrões estabelecidos. Viver Frida é encarar a vida e a morte com a mesma grandeza”, comenta Rose. A peça tem prólogo de Dolores Olmedo Patiño, marchand considerada a maior colecionadora de Frida Kahlo e Diego Rivera no mundo. Qui. a sáb., às 19h. R$ 50. Até 29/9.  

OST Mostra (com teatro) Opinião

A mostra reúne 12 espetáculos idealizados e montados pelas turmas dos cursos de Iniciação ao Teatro e Formação de Atores, da Oficina Social de Teatro.  Paralelamente, na sede da escola, acontece a Mostra Mix, que abrange rodas de conversas, palestras e encenações que discutem a diferença entre sexo, identidade de gênero e orientação sexual, temas pertinentes no contexto de identidade cultural e condição humana que vivemos. O primeiro espetáculo é “Hypocrisis”, amanhã. Na quinta, é a vez de “Experimento hegemônico número 64” (foto).  Teatro Eduardo Kraichete (Av. Roberto Silveira, 123 - Icaraí/Niterói; Tel.: 2721-0468). R$ 40 (na sede da OST, na R. Saldanha Marinho, 14 - Niterói). Até 16/8, sempre às 19h30. 

Por elas

A violência contra a mulher é o tema da peça que estreia amanhã, às 19h, no Museu da Justiça/Centro Cultural do Poder Judiciário (Rua Dom Manuel, 29 - Centro; Tel.: 3133-3515). A dramaturgia é assinada pelo advogado e dramaturgo Ricardo Leite Lopes, em parceria com a diretora Sílvia Monte. Mostra sete personagens femininas que carregam histórias reais de outras tantas mulheres brasileiras. “A peça trata do ‘círculo da violência’ e do ‘feminicídio’, assassinato cometido contra a mulher em razão desta condição, em geral praticado por alguém do âmbito doméstico e familiar”, comenta Silvia. O espetáculo tem entrada franca (com senhas distribuídas meia hora antes) e fica em cartaz de quarta a sábado, às 19h. Classificação: 14 anos. Até 1/9.