Caderno B: confira dicas de discos

Thiago Amud – “O cinema que o sol não apaga”

O cantor e compositor carioca propõe um rumo “progressista” para a MPB em seu terceiro trabalho, tingindo-o com influências africanas, dissonâncias, brincadeiras tonais e distorções roqueiras. Em canções estilisticamente variadas – com letras irônicas e lúdicas – ataca de samba (“A mais bela cena”), incorpora polirritimias afrobrasileiras (“Calunga e Sebastião”) e até um blues com jeitão de trilha de filme noir (“Tênias e falenas”). Entretanto, o que fica de mais marcante é o intrincado jogo harmônico e melódico das composições. 

Anna Ratto –  “Tantas”

A característica mais interessante do quinto disco de Anna Ratto é a união entre a cantora e os músicos e produtores Jr. Tostoi (guitarra) e Marcelo Vig (bateria), uma tríade que dá feição orgânica e coesa à sonoridade do disco. Esse casamento se manifesta igualmente no pop-rock de “Inemurchecível” (inédita de João Cavalcanti) e na delicadeza acústica de “Aviéntame” (regravação do grupo mexicano Café Tacuba). O repertório traz novidades de Matheus Von Kruger e Rodrigo Maranhão, entre outros, feitas exclusivamente para a voz de Anna.

J Balvin - “Vibras” 

Com base no sucesso mundial de seu recém-lançado álbum, “Vibras”, e seu status como  colaborador de nomes como Beyoncé, Pharrell Williams e Ariana Grande, J Balvin chegou esta semana à primeira posição global no Spotify. Com um total de 48.158.683 milhões de ouvintes mensais, ele passa a ser o maior artista de música latina da era do streaming. Seu disco combina faixas que homenageiam o reggaeton da velha guarda, equilibradas com novas fusões aventureiras que levam o gênero para frente em estilo e ritmos.