Confira as surpresas do festival de Cannes até agora

“Fuga”, de Agnieszka Smoczy?ska: Este agridoce drama da Polônia narra a volta por cima de uma mulher que, após um surto amnésico, tira filhos, marido e pais da memória, e não se interessa em reatar os laços com eles; 

“O órfão”, de Carolina Markowicz: Pérola da Quinzena dos Realizadores, este curta nacional arrancou elogios de quem passou por ele na seção Short Film Corner, do Palais des Festivals (o centro nervoso do evento). Dirigido por Carolina Markowicz, a produção narra a história de Jonathas (Kauan Alvarenga ), um menino negro adotado e depois devolvido por causa do seu “jeito diferente”, ou seja, por gostar de usar batom; 

“Searching for Ingmar Bergman”, de Margarethe von Trotta: Tudo o que você sempre quis saber sobre o diretor de “Persona”, incluindo seu lado b, a realizadora alemã, cultuada por “Rosa Luxemburgo” (1986), conta; 

“Dead souls”, de Wang Bing: Com oito horas de duração, que passa num piscar de olhos, este novo documentário do cronista chinês do abandono reúne relatos chocantes de exilados políticos no Deserto de Gobi. 

“Gotti”, de Kevin Connolly: John Travolta disputou o Oscar com “Pulp Fiction”, em 1995, e com “Embalos de sábado à noite”, em 1978. Mas pode levar a estatueta agora, por seu desempenho memorável com o gângster John Gotti. 

“En guerre”, de Stéphane Brizé: Misto de Ken Loach com Costa-Gavras, o diretor francês de maior engajamento nas causas socais do momento faz um thriller político sobre as lutas sindicais na Europa amparado no talento de Vincent Lindon, o Antonio Fagundes da França; 

“Euforia”, de Valeria Golino: Adotada por Hollywood nos anos 1980, quando foi a namoradinha de Tom Cruise em “Rain man”, a musa italiana é uma diretora de apurado rigor visual, como comprova este drama sobre dois irmãos de temperamentos distintos obrigados a conviver.