Estréia de “Na batucada da vida" na Casa de Cultura Laura Alvim

Documentário relembra histórias de Chico Batera, um dos principais ritmistas da música brasileira

O documentário "Na batucada da vida" foi exibido nesta segunda-feira, na Casa de Cultura Lauro Alvim. No DVD, além de histórias lembradas com vivacidade e humor pelo homenageado, há depoimentos interessantes de Chico Buarque, Sérgio Mendes, Robertinho Silva, Wilson das Neves, Renato Massa, Robertinho do Recife e outros músicos que tocaram ou ainda tocam com ele.

Às vésperas de comemorar 74 anos, Chico Batera pertence a uma geração de ritmistas que fizeram história na moderna música brasileira. Ele mesmo conta que, quando começou a se profissionalizar, aos 17 anos, tocando no Beco das Garrafas, pôde ver, ouvir e conviver com os três grandes da época: Dom Um Romão, no samba, Edson Machado, no samba-jazz, e Milton Banana, na bossa nova. 

Chico Batera tomou os três caminhos. Filho da pianista Dalila, nascido em Madureira, ele admite que não teria se dedicado à música se, aos 4 anos, o tio não o tivesse levado para o ensaio do Império Serrano:— O ano, 1947, foi o primeiro em que a Serrinha passou a adotar o nome de Império Serrano, minha escola.O documentário, roteirizado e dirigido por Mauro Costa Jr., conta em 33 minutos muitos casos de Chico Batera. 

Sua ida para Los Angeles levando a bossa nova é uma. O concerto na Alemanha com Edu Lobo, Sílvia Telles e Rosinha de Valença, outro. Seu batismo político nos tempos de ditadura, outro mais. Orgulhoso por ter participado de gravações de Tom Jobim, Elis Regina e praticamente toda a elite da MPB (integra desde 1974 a banda que acompanha Chico Buarque), Batera também cumpre destacada carreira internacional, tendo tocado com artistas de estilos tão diferentes como Cat Stevens, Pablo Milanes e Frank Sinatra.