Livro sobre atores e atrizes que nomeiam ruas cariocas será lançado em 20 de janeiro

Tarde de autógrafos será na Livraria Folha Seca, que comemora 19 anos na roda de samba

No novíssimo “Lembrança gravada: Atores e atrizes nos logradouros do Rio” (Edições Folha Seca), a professora e pesquisadora do teatro brasileiro Angela de Castro Reis reúne 45 dos mais importantes atores e atrizes brasileiros que nomeiam endereços do Rio de Janeiro. A tarde de autógrafos será em 20 de janeiro, dia do padroeiro São Sebastião, a partir das 17h, com roda de samba comemorativa na Livraria Folha Seca, no Centro do Rio, que completa 19 anos nesse feriado. O patrocínio é da Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura. 

Inspirado no título “Actores e actrizes na toponímia de Lisboa”, de Mario Jacques e Silva Heitor, o lançamento de Angela, traz, ainda, retratos das personalidades homenageadas e fotos exclusivas e atuais das placas de rua, feitas por Marcelo Fonseca. Assim como a obra portuguesa de mesmo mote, o objetivo da versão brasileira é dar a conhecer a vida e a carreira de atores e atrizes do teatro que foram eternizados no traçado da cidade onde viveram. 

Você sabia que existem as Avenidas Carlos Zara, José Wilker e Paulo Goulart, em Jacarepaguá? Que Dina Sfat batiza uma rua na Barra da Tijuca, e Paulo Gracindo, uma travessa em Campo Grande? E que Mario Lago e Procópio Ferreira viraram praças no Centro? Tem até o Viaduto Jardel Filho, em Laranjeiras. Nem todos dispensam apresentações, o que torna a pesquisa muito mais interessante. Já ouviu falar em Xisto Bahia (rua em Piedade), importantíssimo ator, cantor e compositor de modinhas e lundus, ou em Margarida Max (rua em Colégio), uma das vedetes mais famosas e bem remuneradas do teatro de revista brasileiro nos anos 30? 

“Se até a primeira metade do século XX o Rio de Janeiro foi o principal centro teatral do Brasil, com o advento do teatro moderno em São Paulo, nos anos 40, e, principalmente, com a adoção de parâmetros modernos para a historiografia teatral brasileira, a produção teatral carioca foi desprezada pelos estudiosos. São igualmente escassas as publicações que tenham como foco os principais alicerces do teatro brasileiro até a segunda metade do século XIX”, rebobina a autora de três outros livros sobre artes cênicas. 

Para Angela de Castro Reis, “o objetivo do projeto é mostrar a importância das manifestações culturais do Rio de Janeiro, centro de produção tão potente que divulga o que é intrinsecamente efêmero, como o teatro. Esta é certamente uma bela maneira de homenagear a nossa cidade: revelando a generosidade de suas ruas e a potência de sua cultura”. O pesquisador e professor João Baptista Figueira de Mello escreve o prefácio e o arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti escreve a contracapa do livro, que tem projeto gráfico de Dora Reis e é mais uma realização da Olhar Brasileiro Produções Artísticas, de Luiz Boal. 

QUANDO: Dia 20 de janeiro, uma sexta-feira, às 17h

ONDE: Livraria Folha Seca – Rua do Ouvidor, 37, Centro. Informações: (21) 2224.4159

QUANTO: Grátis

E MAIS: Livre para todas as idades. O livro tem 210 páginas e custa R$ 48