Joaquim Lebreton e a Missão Francesa reúne 50 obras no Museu Nacional de Belas Artes

Em comemoração aos 200 anos da chegada da Missão Artística Francesa ao Brasil, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MINC  recebe até 12 de março de 2017 a exposição "Joaquim Lebreton - do cenário artístico em 1816 à Missão Francesa no Rio de Janeiro".

Um dos aspectos interessantes da curadoria de Monica Xexéo e Amandio Miguel, pesquisadores do MNBA, é uma abordagem de cunho orgânico sobre a importante trajetória da Missão Artística Francesa para a construção do inventário da arte brasileira.

Reunindo cerca de 50 obras,  entre pinturas,  esculturas, desenhos e documentos,  a mostra está dividida em quatro módulos. No primeiro, somos levados aos antecedentes da saída do príncipe regente, em 1807.

Na sequência, o capítulo da Escola Fluminense reflete o cenário artístico que já se desenvolvia no Rio de Janeiro quando da chegada da corte portuguesa.  São desta fase os trabalhos de Leandro Joaquim, Manuel Dias de Oliveira e José Leandro de Carvalho, por exemplo.

O módulo seguinte se volta para Joaquim Lebreton, um renomado intelectual francês, que foi convidado pelo Conde da Barca(então ministro da corte portuguesa) para chefiar  a Missão Francesa,  trazendo a bordo um relevante acervo artístico,  com obras de Corrado Giaquinto e Jusepe de Ribera, entre outras.

Finalmente, o último segmento apresenta uma significativa coleção dos integrantes da Missão Artística Francesa,  que constituiu um legado para a construção de um ensino oficial da arte no país.  Cabe lembrar que a Missão tinha por objetivo implantar o ensino artístico oficial no país, quando desembarcou no Rio de Janeiro, em 1816.

A mostra Joaquim Lebreton - do cenário artístico em 1816 à Missão Francesa no Rio de Janeiro congrega alguns importantíssimos acervos públicos, destacando a presença de obras de Taunay, Leandro Joaquim, Marc Ferrez, Pradier, Marc Ferrez, Grandjean de Montigny e Corrado Giaquinto, entre outros.

O Museu Nacional de Belas Artes responde pela  maioria das obras expostas, porém trabalhos relevantes da coleção do Museu Histórico Nacional,  da Fundação Biblioteca Nacional e do Museu D. João VI(EBA/UFRJ), completam este extraordinário painel sobre um dos capítulos mais importantes da cultura brasileira.

A mostra fica aberta até 12 de março de 2017, com visitações entre terça e sexta, das 10h às 17h, e sábados, domingos e feriados das 13h às 17h. Os ingressos custam R$ 8, a inteira, e R$ 4, meia. O ingresso família, para até quatro membros de uma mesma família, custa R$ 8.  A mostra é gratuita aos domingos. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, número 199, na Cinelândia, Centro do Rio.