'Amor Confesso' estreia dia três de dezembro no Espaço Furnas Cultural

Em cena dois atores, duas cadeiras, um autor, oito contos e uma questão: casar ou não casar? Os atores Claudia Ventura e Alexandre Dantas vão casar e, para comemorar essa união, resolvem montar uma peça: Amor Confesso. Para confessar esse amor escolhem os contos de Arthur Azevedo. Mas durante os ensaios descobrem que a maioria das histórias não tem final feliz. 

Agora eles estão no palco, horas antes da cerimônia do seu casamento, dividindo com o público a dúvida de casar ou não. Mais uma vez a vida e a arte se misturam. Em Amor Confesso os atores usam a música e diferentes gêneros teatrais como melodrama, farsa, comédia musical, para darem voz aos diversos personagens dos contos de Arthur Azevedo, cuja obra é marcada pela relação direta com o leitor, através de um olhar arguto, crítico e bem humorado. 

O espetáculo busca, também, popularizar a obra de Arthur Azevedo, apresentando ao público o contista, mostrando a faceta menos conhecida do autor teatral de Amor por Anexins e A Capital Federal e do grande criador da tradição das Revistas de Ano.  Com o espetáculo AMOR CONFESSO a CiaFaláCia, dá continuidade à investigação sobre a linguagem narrativa e sobre as questões humanas, iniciada em “A Nova Ordem das Coisas”, baseado no conto A igreja do Diabo, de Machado de Assis (2008). No elenco, Alexandre Dantas e Claudia Ventura, que dividem o palco com o pianista Roberto Bahal, pretendem provar que o amor é o mais antigo, universal e intraduzível sentimento que une homens e mulheres. A interseção entre a literatura e o teatro é o objeto de pesquisa da CiaFaláCia. 

Através da linguagem narrativa, transitando entre a contação e a vivência da própria história, são criados espetáculos que estabelecem uma relação direta com o espectador, transformando-o em um espectador ativo, cúmplice da cena, além de atrair leitores - mergulhados num mundo repleto de apelos visuais – para a literatura “em ação”.Além de Inez Viana, na direção, Completam a ficha técnica, Marcelo Alonso Neves, que assina a direção musical; Paulo César Medeiros a iluminação; Carlos Alberto Nunes o cenário e o figurino e Humberto Costa a programação visual.