Peça “Uma Noite Sem o Aspirador de Pó” estreia dia 16 de julho no Teatro Nathalia Timberg

Texto de Priscila Gontijo é permeado de humor e surpresas

A comédia dramática “Uma Noite Sem o Aspirador de Pó”, estreia dia 16 de julho, na Sala Nathalinha, no Teatro Nathália Timberg, na Barra da Tijuca. Com texto de Priscila Gontijo e direção de Charles Asevedo, a peça conta a história de dois vizinhos, Áurea e Manoel, duas pessoas solitárias, de realidades tão diferentes que, se não fosse pelo acaso, jamais sequer trocariam uma palavra.  A partir de um fato corriqueiro, Manoel (interpretado por Joelson Medeiros) bate na porta da vizinha Áurea (interpretada por Flavia Pucci) provocando o início de uma relação inusitada, profunda e engraçada. Ela, uma mulher à beira de um ataque de nervos criou um mundo lúdico povoado por utensílios domésticos, que são tratados como confidentes e únicos amigos. Ele, um escritor paralisado pelos seus pensamentos repetitivos, cheio de manias e que se encontra na maior crise criativa da sua vida. Ambos percebem nesse encontro “acidental”, uma possibilidade de mudança e de real aproximação, mas o destino prepara uma grande surpresa para o desfecho desta relação.

“Em tempos de crise, onde leis e ministérios estão sendo discutidos, nós, atores, precisamos nos reinventar no teatro” diz Joelson. Neste caso, decidiram arregaçar as mangas e partir para uma produção independente. Há cerca de 2 anos, ele criou, junto à esposa, ao diretor Charles Asevedo e à atriz Paula Moreno, a Cia Água Benta de Criação. A produtora cultural Valéria Alves entrou logo depois para completar o time. Este já é o segundo projeto tocado pela companhia, que produziu a peça “Antiga” em julho de 2014.

 “Queríamos levar ao público uma peça inédita de uma jovem autora de valor expressivo na dramaturgia contemporânea, que possui vários textos encenados com sucesso”, diz Flavia. Segundo ela, a peça fala sobre um tempo onde as pessoas estão cada vez mais ilhadas, pois quase não se visitam mais, a não ser virtualmente. “Vemos que na história, os objetos ganham vida e são alçados a condição de sujeitos e os sujeitos acabam sendo rebaixados a condição de objetos. Por isso fica mais fácil se relacionar com um bicho, objeto ou ser fictício do que com o ser humano”, diz Joelson. “Essa história é, antes de tudo, uma celebração à vida e aos encontros. Principalmente aqueles inusitados entre pessoas de universos diferentes que podem redefinir valores e nortes”, diz Charles.