Fernando Leitzke lança “Rios que navego” na Casa do Choro

O pianista gaúcho Fernando Leitzke gravou este ano o álbum instrumental “Rios que navego” com apoio financeiro de mais de 200 amigos e admiradores. O show de lançamento será em 13 de novembro, às 20h30, na Casa do Choro, com ingressos a R$ 30. Radicado no Rio de Janeiro há seis anos, Fernando toca há 12 anos e acredita que esse seja um “disco de fronteiras” por aproximar a sonoridade do Rio e de Porto Alegre, em sambas, candombes, choros, um bolero e uma valsa. 

“Gravei este disco porque senti a necessidade de mostrar o meu trabalho mais a fundo, não só como acompanhador, mas também como arranjador e solista. As composições sempre chegaram de um forma muito natural, mas refletem momentos como liberdade e tristeza. Escrevi as cinco autorais no Rio, em apartamentos onde morei no Flamengo e na Tijuca”, conta o músico, que entremeou os seus temas (“Chaleira quente” e “Pequena folha” são dois deles) com obras reconhecidas de Pixinguinha (“Mundo melhor”, sem a letra de Vinicius de Moraes), Tom Jobim (“Descendo o morro”, também sem os versos de Billy Blanco) e Radamés Gnattali (“Vou andar por aí”). 

Esses três compositores representam o que há de melhor na música brasileira e também foram, de certa forma, responsáveis pela vinda do pianista à cidade onde moraram e produziram. O nome “Rios que navego” resume essas influências. Já Rubén Gonzales, pianista cubano, é uma grande referência no modo de tocar, um exemplo de piano forte com alma. E Rubén Rada, ele conheceu através de outros músicos gaúchos e se encantou pelo seu repertório de candombes, ritmo tradicional no Uruguai. Nos choros autorais “Segunda” e “Radamesiando”, Fernando homenageia, respectivamente, Cristóvão Bastos e, de novo, o mestre Radamés, a maior inspiração para os pianistas de música brasileira. 

Para o show do dia 13 de novembro, Fernando Leitzke reuniu a maioria dos músicos que gravou o CD. Já garantiram presença: Guto Wirtti (baixo), João Camarero (violão de 7 cordas), Eduardo Neves (flauta), Aquiles Moraes (trompete), Rui Alvim (clarinete), Bidu Campeche, Magno Julio, Fabrício Reis (percussões), Marcus Thadeu e Antonio Neves (baterias). “Tocar na Casa do Choro é uma enorme alegria. Aquele lugar tem força, tem luta e é um privilégio para nós, músicos interessados em preservar a música popular brasileira”.  

“Rios que navego” na Casa do Choro, serviço

QUANDO: 13 de novembro, sexta-feira

ONDE: Casa do Choro (Rua da Carioca, 38, Centro do Rio. Informações: 2242.9947)

QUANTO: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada)