Artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster ganha exposição no Rio

“Temporama” entra em cartaz no MAM neste sábado, 20 de junho

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro apresenta, a partir do próximo dia 20 de junho, a exposição "Temporama", com obras da artista Dominique Gonzalez-Foerster, uma das mais importantes da sua geração. Mostra traz obras emblemáticas produzidas entre 1985 e 1991 - que serão reconstruídas pela primeira vez para a exposição, e um único trabalho produzido este ano “uma piscina abstrata” com aparições fotográficas da artista caracterizada como Marilyn Monroe.

O curador Pablo León de la Barra ressalta que “Gonzalez-Foerster tem uma forte relação com o Brasil e com o Rio de Janeiro desde 1998”. “Ela mora parte do tempo no Rio, e isso tem uma importante influência em seu trabalho”.

A artista complementa lembrando que realizou “várias apresentações com o grupo Capacete no Rio de Janeiro”, e fez “quatro pequenos filmes no Brasil: ‘Plages’, inspirado no grande desenho de Burle Marx na praia de Copacabana, ‘Marquise’, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, ‘Gloria’, na Praça Paris, no Rio de Janeiro, e ‘Brasília’, no Parque da Cidade, que integra a coleção do Moderna Museet, em Estocolmo”. “Em meu trabalho uso muitas referências de Lina bo Bardi, Burle Marx, Sérgio Bernardes, entre outros”, afirma. “Temporama” foi pensada especificamente para o MAM e no “modernismo tropical” de Affonso Reidy (1909 - 1964), arquiteto que concebeu o museu em estreito diálogo com o Parque do Flamengo.

A exposição busca expandir a noção da retrospectiva tradicional para uma escala de tempo maior, avançando para o futuro e retrocedendo no tempo.

Segundo Dominique, “Temporama” “se configura como uma máquina do tempo, um parque, uma praia, uma vista, e um panorama. Um lugar onde podemos parar o tempo e experimentar diferentes tempos-espaços”, diz.

Filtros vermelhos e turquesas, colocados em toda a extensão da exposição transportarão o público às primeiras obras de Dominique Gonzalez-Foerster criadas na década de 1980, e ao MAM do século 20. “As fachadas de vidro permitem que a paisagem entre no Museu. Dentro e fora se confundem no espaço de exposição, que se torna uma continuação da paisagem. O vidro também cria um jogo de reflexos e miragens, onde as diferentes imagens do Rio, juntamente com as lembranças e os desejos do visitante, se sobrepõem. Da mesma forma, a arte exposta no MAM não só é exibida dentro do museu, mas também flutua na paisagem, tornando-se parte dela”, afirma o curador Pablo Léon de la Barra.

A exposição será acompanhada de uma publicação, com textos do curador Pablo León de la Barra, de Tristan Bera e da própria artista, a ser lançado ao longo do período.

O trabalho da artista integra as coleções da Tate Modern, em Londres; do Centre Pompidou, do Musee d'Art Moderne de la ville de Paris e do Fonds National d'Art Contemporain, em Paris; do Guggenheim Museum e Dia Art Foundation, em Nova York; do MUSAC e da La Caixa Foundation, ambos na Espanha; do Moderna Museet, na Suécia; do 21st Museum of Contemporary Art, no Japão, e do Van Abbemuseum, na Holanda. O Instituto Inhotim exibe, em sua coleção permanente, sua instalação “Desert Park” (2010).

Integrante da Documenta XI, em Kassel (2002), artista ganhará em setembro deste ano mostra no Centre Pompidou, em Paris, e em abril do ano que vem no espaço K20, em Düsseldorf, Alemanha.

Serviço: Temporama, de Dominique Gonzales-Foerster

Local: MAM Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo

Abertura: 20 de junho de 2015, das 15h às 19h

Exposição: até 09 de agosto de 2015

Horário: de terça a sexta, das 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h

Ingresso: R$14,00

Estudantes maiores de 12 anos: R$7,00

Maiores de 60 anos: R$7,00

Amigos do MAM e crianças até 12 anos: entrada gratuita

Quartas-feiras a partir das 15h: entrada gratuita 

Domingos ingresso família, para até 5 pessoas: R$14,00

Mais informações: tel. (21)3883 5600 ou www.mamrio.org.br