Do samba ao clássico nas pontas: Claudia Mota

A primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Claudia Mota, é a personagem principal de duas das três obras que abrem a temporada de dança do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, este mês, ancorada em balés russos dos séculos 19 e 20.

Ela poderá ser vista em Raymonda, nos dias 24 e 28 de maio e 6 de junho, e em Les Sylphides, nos dias 29 e 30 de maio. Raymonda é uma obra de 1898, de Marius Petipa, sobre música de Glazunov que ganhou remontagem da russa Galina Kravchenko. “Galina foi solista do Ballet Bolshoi na Rússia e veio ao Theatro Municipal do Rio remontar o Grand Pas de Hongrois, trecho do terceiro ato, o qual iremos apresentar. Trabalhar com ela foi uma experiência incrível”, fala a primeira bailarina.

Em Les Sylphides, obra de 1909, criada por Michel Fokine para os Balles Russes, Claudia poderá ser vista na Mazurka, trecho que se destaca como uma das mais importantes partes da obra. À frente da remontagem está Tatiana Leskova, que integrou a companhia Original Ballet Russes do Coronel de Basil. “D. Tatiana é detalhista, perfeccionista. Ela sabe tudo e sua generosidade não tem tamanho. Tem 92 anos, uma vida inteira dedicada à dança. Como não se sentir honrada em estar construindo minha carreira com ela ainda contribuindo com isso?”, fala Claudia.

"Quando subo no palco me conecto com a plateia. Fazer essas duas obras nesse momento da minha carreira é muito especial”, completa a bailarina que agora pede licença ao samba – ela é coreógrafa de comissão de frente do Carnaval carioca – para o balé passar.

As apresentações serão acompanhadas pelas Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com regência de Javier Logioia e os ingressos variam de R$ 50 a R$ 600.