Paris Jackson, de 15 anos, teve que testemunhar em uma ação movida pelos Jackson nesta terça-feira (18), mesmo estando internada e se recuperando, após uma tentativa de suicídio. O processo contra a AEG Live diz respeito à morte do Rei do Pop.
A guardiã legal de Paris, sua avó Katherine Jackson, e outros membros da família, movem uma ação contra a companhia por ter falhado em investigar Conrad Murray, médico condenado a quatro anos de prisão por homicídio culposo pela morte de Michael. O cantor faleceu por overdose de Propofol.
Jessica Stebbins Bina, advogada da AEG, colocou Paris ao vivo, direto do Ronald Reagan UCLA Medical Center em Los Angeles, revelando o motivo pelo qual Michael demitiu a babá Grace Rwaramba.
"Meu pai não gostava dela... Ela ficava xeretando. Ela não era uma pessoa honesta e mentia muito", disse a menina, que tem um irmão mais velho, Prince, 16, e um mais novo Blanket, 11.
"Um dia quando eu e meu irmão éramos bem pequenos, antes de Blanket nascer, ela ligou para o hotel e disse que era esposa dele e deixaram ela entrar. Quando ele acordou, ela estava na cama dele... Ela era obcecada por ele. É o que ele nos contou... Ela era meio esquisita."
Confrontada pela advogada sobre o motivo pelo qual seu pai não teria dispensado a babá, Paris respondeu: "Ele a demitiu, mandou ela para a Índia, mas ela voltou".
Advogados da família Jackson, que insistiram que a menina não deveria testemunhar, acreditam que a pressão da AEG contribuiu para a morte de Michael, em junho de 2009, duas semanas antes da estreia da turnê This Is It, em Londres.
Prince, irmão de Paris, também está listado como potencial testemunha no julgamento, que está na sexta semana.