Companhia Urbana de Dança mostra recorte de 8 anos de trabalho
Obra será exibida no teatro Ipanema, de 22 de maio a 13 de junho
O Teatro Ipanema vai tremer com muitos saltos, trilhas sonoras incríveis e uma tradução ímpar do legítimo hip hop contemporâneo entre 22 de maio e 13 de junho, quando a Companhia Urbana de Dança mostra um recorte do seu repertório de oito anos de intenso trabalho.
Eu Danço _ 8 solos no geral | 9+1 | Na Pista | Chapa Quente são os quatro espetáculos eleitos para a breve ocupação, todos consagrados dentro e fora do Brasil. Sob a direção da coreógrafa Sonia Destri, a CUD está aquecendo as turbinas para novos vôos fora do país. Nos EUA se apresenta no Jacob’s Pillow – um dos mais importantes festivais americanos, realizado em Massachussets, em julho – e no projeto San Patrignano, na Itália, em setembro.
A Companhia Urbana de Dança é formada por um grupo de 7 jovens, moradores de áreas populares na cidade do Rio de Janeiro. Conforme relatos de espectadores e críticos especializados, o grupo se caracteriza pela força das suas histórias e qualidades artísticas como vigor físico, diversidade de movimentos e sofisticação coreográfica marcada pela estética contemporânea. Esses jovens dançarinos realizam uma leitura particular e criativa em dança urbana.
A CUD participou por duas vezes da Bienal da Dança de Lyon, do Festival de Suresnes, do Festival Hoptimum e desde 2006, voltam anualmente para apresentações na Italia. Em 2010 os Estados Unidos recebeu a companhia de braços abertos. Em menos de 6 meses, a companhia recebeu criticas positivas do The New York, da Dance Magazine, The New Yorker Observer, Financial Times e The Star-Ledger, entre outros. E foi considerada TOP 10, pela Time Out e The New York Times, em 2011. E no mesmo ano, a trilha de seu trabalho ID entidades foi indicada ao Prêmio Bessies em NY.
Em 2008, seu trabalho Suite Funk ficou na lista do júri popular pelo Jornal do Brasil .
Sobre as coreografias
Eu Danço _ 8 solos no geral
Estreada em março deste ano, a montagem põe em movimento as reflexões dos próprios dançarinos em torno do que os leva a dançar e o que esta arte imprime em suas vidas no momento. É uma espécie de balanço também dos oito anos de atividades da CUD, tempo em que em ganhou reconhecimento em itinerâncias dentro e fora do Brasil, com críticas de bastante repercussão nos Estados Unidos e na França.
Na Pista
Na Pista marca o retorno da companhia às suas raízes no subúrbio carioca. Ritmos e sequências coreográficas que fizeram parte da vida dos jovens dançarinos inspiraram a Companhia neste novo trabalho, que tem como referências hits de Michael Jackson, Jamiroquai, Tim Maia e Lauryn Hill, clássicos que marcaram a pista de dança, sob a leitura da companhia e sua linguagem particular. Ao universo dos dançarinos, a coreógrafa Sonia Destri trouxe David Bowie, Earth Wind and Fire, Chaka Khan e a dance music; Marçal inseriu Erik Satie e De La Soul. O título também faz alusão à gíria da periferia no sentido de liberdade, como uma expressão sinônima a “estar na vida”. A trilha sonora é assinada por Rodrigo Marçal. Na Pista foi criada após a Companhia vivenciar a excelente repercussão no Festival Suresnes Cités Danse, na França, e no Peak Performances, em Nova Jersey, em 2011, onde dividiu o palco com Bill T.Jones e Wayne McGregor, e de ter sido muito bem recebida pela crítica, tendo destaque nos jornais New York Times, Financial Times e New York Observer.
9 + 1
9 + 1 investiga as possibilidades do movimento surgido nas ruas das metrópoles, desdobramento da pesquisa de linguagem marcada por trabalhos como Ziriguidum, Batalha urbana e Suíte Funk, que rodaram a Europa. Aliás, foi na França, em 2010, que 9 + 1 apresentou seus primeiros passos, então sob o título de ID Entidades, incendiando a plateia do Hangar 23, em Rouen, e do Festival Hoptimum este ano. ID Entidades foi considerado entre um dos 10 melhores trabalhos apresentados na cena da dança contemporânea pelo Nova York Times e indicado ao Prêmio Bessies.
9+1 foi rebatizado de ID Entidades na Europa. ID Entidades surgiu da vontade de pensar em nova sonoridade e nova movimentação. Ou melhor, continuar usando a movimentação urbana como meio e não como resultado final. Os dançarinos da Companhia Urbana de Dança se afirmam como sujeitos a partir de suas trajetórias como afro-latinos, brasileiros e jovens, vindos das periferias da cidade do Rio de Janeiro. Cada um deles trouxe uma leitura particular de movimento e assim ID Entidades foi sendo construída.
Chapa Quente
Energética e acrobática, a peça é pura adrenalina, um exercício de velocidade que mistura house dance contemporâneo e street dance, e explora a vitalidade dos oito dançarinos da Companhia, todos homens. Teve excelente repercussão no Festival Suresnes Cités Danse, na França, e no Peak Performances, em Nova Jersey, em 2011, onde dividiu o palco com Bill T.Jones e Wayne McGregor, Chapa Quente foi muito bem recebida pela crítica, conseguindo destaque nos jornais New York Times, Financial Times e New York Observer. Com trilha de Rodrigo Marçal.
Serviço
Estreia: 22 de maio, às 20h.
Classificação etária: livre || Lotação: 222 lugares
Ingressos: R$ 20 || R$ 10
Teatro Ipanema - Rua Prudente de Morais, nº 824.
Quarta e quinta às 20h
Duração: 50 minutos. Horário de bilheteria: 14h às 22h. Tel 21 2267-3750.
