Beakman se apresenta em feira de anime e emociona fãs em São Paulo 

Ídolo de uma geração que foi criança nos anos 1990, o ator Paul Zaloon, que ficou conhecido pelo cientista de O Mundo de Beakman, se apresentou nesta sexta-feira (13), vestido como o personagem que o deixou famoso no mundo inteiro, na 10º edição do Anime Friends, em São Paulo.

Com o conhecido avental verde e a peruca de cabelos espetados, Zaloon fez cerca de cinco números de ciência e foi ovacionado pelo fãs ao explicar, de forma prática, como funciona a pressão do ar e a gravidade, entre outras coisas. "Eu não sou cientista, mas eu sempre fui muito curioso", afirmou.

Antes mesmo do show começar, vários dos cerca de 3 mil jovens presentes, segundo a polícia militar, já gritavam o nome do personagem. Alguns choraram enquanto aguardavam a entrada do ídolo.

Após o fim da apresentação, que durou cerca de 30 minutos, Paul Zaloon voltou ao palco para falar sobre a história do programa e sobre sua carreira.

"O que vou mostrar agora é uma fascinante apresentação de power point. É a minha história de vida. Só pode durar algumas horas", brincou antes de contar que nasceu no Brooklyn, em Nova York.

Em seguida, ele contou sobre como era gravar o programa, transmitido no Brasil, na época, pela TV Cultura. "É o emprego mais legal que eu já tive. Ríamos o dia inteiro', falou em referência aos outros integrantes do show. O mais conhecido deles era Mark Ritts, que morreu em 2009, e interpretava o rato Lester no programa.

"Mark era incrível, não estou falando só por falar. Eu amava ele. Era um ser humano lindo. Sinto falta do Mark todos os dias", disse antes de pedir uma salva de palmas para o amigo.

Zaloon contou também como surgiu o programa. Segundo ele, se não fosse por uma lei, a televisão norte-americana nunca teria colocado O Mundo de Beakman no ar.

"O programa estreou porque na América (Estados Unidos) teve uma lei que obrigou os canais a exibirem programas educacionais para crianças. Então, os produtores analisaram Os Flinstones, que ensinava as crianças sobre o passado, Os Jetsons, que ensinava sobre o futuro, e tiveram a ideia de criar o Beakman", disse.

Antes de encerrar a apresentação, Paulo Zaloon contou que até hoje fica sabendo de histórias de jovens que se tornaram cientistas por causa do seu programa.

"Eu nunca vou ficar cansado de ouvir isso (essas histórias). Eu amo o Brasil", encerrou.