Ópera-balé 'Pigmalião' estreia na quinta no CCBB-Rio

Pigmalião – primeira montagem brasileira da obra do compositor francês Jean-Philippe Rameau – abre a temporada lírica 2012 do Rio de Janeiro. A produção reúne na direção do espetáculo dois nomes de peso: o cravista Marcelo Fagerlande, idealizador e diretor musical do projeto, e a coreógrafa Márcia Milhazes, responsável pela direção cênica. As 20 récitas de Pigmalião ocorrerão de 12 de abril a 13 de maio, de quinta a domingo, às 19h, no Teatro II do CCBB-Rio, com ingresso a R$6. 

O espetáculo tem a direção musical e regência do cravista Marcelo Fagerlade e conta com orquestra formada por instrumentos de época como cravo (Marcelo Fagerlande), violino I (Juliano Buosi), violino II (Roger Lagr), viola da gamba (Cecília Aprigliano e Mario Orlando), flauta doce e transversa e piccolo (Paulo da Mata); oboé, flauta trasverssa e piccolo (Alexandre Bittencourt), fagote (Elione Medeiros). O tenor André Vidal interpreta Pigmalião, a soprano Luisa Suarez (filha da soprano Carol McDavit) é a estátua Galatea. O madrigal é composto pelas sopranos Paloma Lima (Cefisa), Carol De Comi (Amor), tenor Anibal Mancini e baixo barítono Leandro da Costa.

Inspirado na versão do poeta romano Ovídio, em sua obra “Metamorfoses”, o mito de Pigmalião conta a história do escultor que se apaixona perdidamente pela estátua criada por ele mesmo. Cefisa, sua companheira, implora, em vão, sua atenção, pois ele só tem olhos para sua criação, rogando aos Deuses que aliviem seu tormento — o do amor impossível. “Magicamente”, a estátua ganha vida com a dança e a música.

O mito de Pigmalião tem atraído vários escritores. Além da obra de Rameau, o antigo poeta romano Ovídio contou essa lenda em sua obra “Metamorfoses”. Sua versão mais moderna – e talvez a mais conhecida – é a peça de Bernard Shaw, Pigmalião, transformada no célebre musical “My Fair Lady”.