Famosos comparecem ao velório de Millôr Fernandes no Rio 

Acontece na manhã desta quinta-feira (29), no cemitério Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, o velório de Millôr Fernandes. Amigos e familiares prestam suas últimas homenagens ao escritor. O ator Otávio Augusto foi um dos famosos que estiveram no cemitério.

O velório acontece até as 15h desta quinta-feira. Após este horário, o corpo segue para o crematório São Francisco Xavier, também na zona portuária, em cerimônia para amigos e familiares.

Millôr Fernandes morreu aos 87 anos nesta terça-feira (27), por falência múltipla dos órgãos. Nomes como Dilma Rousseff, Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Arnaldo Jabor, Maurício de Sousa e Paulo Caruso lamentaram e repercutiram a morte do escritor.

Millôr Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923, contudo foi registrado em 27 de maio de 1924. Por isso, em diversos lugares, o ano de nascimento aparece como 1924. Perdeu o pai dois anos após seu nascimento e a mãe cerca de seis anos depois. "Tive a sensação da injustiça da vida e concluí que Deus em absoluto não existia", escreveu sobre a infância na capital carioca.

Em 1938, deu início a sua carreira de jornalista, como repaginador da revista O Cruzeiro. No mesmo ano, escreveu o conto A Cigarra, ganhou um concurso da revista e foi promovido para o arquivo. Mais tarde, assinava a coluna Poste Escrito, sob o pseudônimo de Vão Gogo. Dirigiu também a revista em quadrinhos O Guri eDetetive, de contos policiais.

Em 1940, começou a colaborar com com seção As garotas do Alceu, como colorista. Em 1942, fez sua primeira tradução literária, do romance A estirpe do dragão, da americana Pearl S.Buck. Em 1946, lançou Eva sem costela - Um livro em defesa do homem, sob o pseudônimo de Adão Júnior. No nao seguinte, sua participação na revista O Cruzeiro já atingia a marca de dez seções por semana. Em alta, encontrou-se com Walt Disney, Vinicius de Moraes, César Lates e Carmen Miranda nos Estados Unidos, em 1948.

No ano seguinte, assinou seu primeiro roteiro para o cinema, com Modelo 19, filme que ganhou cinco prêmios Governador do Estado de São Paulo, entre eles Melhores diálogos para Millôr. Em 1951, lançou a revista Voga, que não fez sucesso. Em 1955, dividiu com o desenhista americano Saul Steinberg o primeiro lugar da Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, na Argentina. Nesse ano escreveu as peçasBonito como um DeusUm elefante no caos, que lhe rendeu um prêmio de Melhor Autor pela Comissão Municipal de Teatro, e Pigmaleoa.

Em 1962, na edição de 10 de março de O Cruzeiro, passou a assinar como Millôr. Em 1969, foi um dos fundadores do jornal O Pasquim. Um ano depois, deixa a revista e começa a trabalhar no jornal Correio da Manhã. Em 1974, lançou a revista Pif-Paf, que fechou em seu oitavo número, por problemas financeiros. No ano seguinte, escreveu para Fernanda Montenegro a peça É..., que se tornou o seu grande sucesso teatral.