Segundo dia do SWU tem Peter Gabriel e Lynyrd Skynyrd

Depois de fechar o último sábado (12) com uma programação voltada ao hip hop, o SWU abre seu segundo dia, neste domingo (13), com uma programação mais eclética, dando ênfase ao pop e rock no Complexo Cultural Parque Brasil 500, em Paulínia.

Quem abre as grandes atrações do dia é Zé Ramalho, no palco Energia, seguido por Ultraje a Rigor, no palco Consciência. No New Stage, quem provavelmente deve lotar o espaço é Hole, de Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, Modest Mouse e o projeto Playing For Change, conhecido por juntar músicos de todo mundo entorno de clássicos com mensagens engajadas.

Mas as grandes atrações do segundo dia do SWU ficam para o início da noite na área principal do festival. Chris Cornell sobe no Consciência às 18h30, seguido por Duran Duran às 19h35 e Peter Gabriel, com seu world music, às 20h55. O rock caipira americano do Lynyrd Skynyrd fecha a segunda noite do festival, às 22h45, no palco Energia.

No Fórum de Sustentabilidade o grande nome é a atriz Daryll Hanna, iniciando sua conversa às 12h. A estrela de filmes como Kill Bill e Blade Runner irá debater sobre a viabilidade do biodiesel como combustível sustentável. A ex-candidata à presidência da república, Marina Silva, também está na programação dos debates, marcada para se apresentar às 10h.

Veja o que marcou o primeiro dia do SWU

De casa nova, agora em Paulínia, o primeiro dia do SWU foi marcado pelo domínio do rap e hip hop, com shows como Odd Future, Kanye West e Snoop Dog, este o grande destaque da noite, finalizando uma sequência de hits com Minha Fantasia, do grupo de samba Só Pra Contrariar.

Entre os representantes brasileiros, Emicida e Marcelo D2 deram conta do recado nos palcos principais lidando bem com um público bem maior que o seu usual. No New Stage o destaque ficou por conta do coletivo Odd Future, liderado pelo performático Tyler, the Creator. Com seu rap agressivo e cheio de energia, o grupo arrastou boa parte do público para o palco menor e entregou a apresentação que seus fãs esperavam.

Logo na abertura do primeiro dia de debates sobre meio ambiente, o canadense Neil Young foi o grande nome. No dia em que completou 66 anos, Young veio para falar, não para cantar, mas deu uma palhinha ao cantar Happy Birthday To Earth ao lado da Orquestra Juvenil do Programa Guri da cidade de Pirassununga que minutos antes havia homenageado o músico com uma série de clássicos do rock incluindo seu sucesso Hey Hey, My My (Into The Black).

Ao contrário do ano passado, acesso ao evento teve entradas bem sinalizadas e o estacionamento era mais próximo do local dos shows, o que facilitou o trânsito de veículos e pessoas. Outra mudança positiva em relação à edição anterior foi o deslocamento da área VIP para a lateral e a pontualidade das atrações.

Entre os problemas encontrados, o público sofreu com o calor intensificado pelo asfalto colocado na pista em frente aos palcos principais. Se por um lado a presença do pavimento contribuiria no caso de chuva, evitando um lamaçal, por outro o piso catalisou o calor do sol. À noite, após horas de banho de cerveja, ficou grudento.

Os banheiros também foram motivos de críticas, com filas impraticáveis mesmo durante os shows. Aos impacientes restou urinar nas próprias paredes em torno dos sanitários. Mesmo avisados por seguranças, assim que a fiscalização baixava, eles retornavam ao local.