Acusado de liderar ataque contra o "USS Cole" comparece a tribunal militar

Abd al Rahim al Nashiri, de origem saudita, acusado de liderar o atentado contra o navio americano "USS Cole" em 2000 no Iêmen, compareceu nesta quarta-feira a um tribunal militar na base americana de Guantánamo (Cuba).

Vestido com uniforme de prisioneiro, Al Nashiri, de 46 anos, foi levado a um tribunal pela primeira vez desde que foi detido em 2002 para enfrentar o primeiro julgamento desse tipo sob o governo de Barack Obama.

Sem algemas, a pedido de seus advogados, sentados ao lado dele durante a audiência, que durou quatro horas, Al Nashiri sorriu várias vezes ao responder às perguntas do juiz.

Falando em árabe e traduzido por um intérprete, disse que "participaria de todas as audiências".

Um ajudante do promotor, o capitão Andrea Lockhart, falou brevemente sobre os pontos que estão na ata da acusação, que não foi lida em sua totalidade.

Ele é acusado de conspiração para cometer atos de terrorismo, assassinato em violação a leis de guerra, atos de terrorismo e ataques contra civis, e caso seja considerado culpado poderá ser condenado à morte.

As acusações contra Al Nashiri alegam que ele foi o líder do "planejamento e preparação" do ataque contra o "USS Cole" em 12 de outubro de 2000 no Iêmen, no qual morreram 17 marines e 40 ficaram feridos.

O ataque, com uma lancha repleta de explosivos, abriu um buraco de 10 metros por 10 metros no navio americano.

Os promotores americanos também acusam Al Nashiri de planejar e tentar atacar o "USS The Sullivans" em Aden em janeiro de 2000 e de planejar outro ataque contra o petroleiro francês "MV Limburg" no golfo de Aden.

Este último ataque matou um búlgaro e provocou o vazamento de 90.000 barris de petróleo em 2002.

O julgamento de Al Nashiri começará nos próximos meses e seus advogados rejeitaram adiantar se ele se irá se declarar culpado ou inocente.