Médico particular é considerado culpado pela morte de Michael Jackson

O médico Conrad Murray foi considerado culpado pela morte do cantor Michael Jackson. Nesta segunda-feira (7) o jurado chegou a uma decisão depois de 42 dias de julgamento, na corte de Los Angeles, nos Estados Unidos.

O médico foi considerado resposável pela morte do astro pop por medicá-lo com o forte anestésico Propofol, usado apenas em hospitais e ambientes controlados. Com a carga exaustiva de ensaios para os 50 shows que faria em Londres com a temporada This Is It, a partir de julho de 2009, Michael tinha diversos problemas de insônia e usava a droga para tentar dormir.´

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Porém, no dia 25 de junho de 2009, o cantor sofreu uma parada respiratória em sua mansão, no bairro de Holmy Hills, em Los Angeles, e foi levado para o pronto-socorro do UCLA hospital, onde já chegou desacordado. Na autópsia ficou comprovado que o cantor faleceu por intoxicação da droga, agravada por Diazepam e Lorazepam.

Dias depois, Dr. Murray foi considerado o principal suspeito pela morte do cantor e foi indiciado réu por homicídio culposo, aquele que não há intensão de matar. Nas investigações, foi encontrado no quarto do astro pop diversos fracos de Propofol e outros remédios, além de acessórios hospitalares para a aplicação do remédio intravenoso, como seringas e bolsas de soro.

No julgamento, iniciado no dia 27 de setembro, o promotor David Walgren acusou Murray de "grosseira negligência" por medicar o ícone pop com Propofol e não chamar o resgate imediatamente a sua parada. Na apresentação da defesa, o advogado Ed Chernoff alegou que o astro pop se medicou até morrer. Segundo ele, depois de aplicar apenas 25 mg de Propofol, por insistência do cantor, o Conrad se retirou do quarto. Michael Jackson, então, teria se automedicado com o anestésico.

Considerado um réu não perigoso, Dr. Conrad Murray não deve ir para a cadeia devido à superlotação do sistema carcerário da Califórnia, e deve pagar sua pena com prisão domiciliar.