Michael Jackson insistia que Propofol era seguro, diz testemunha

Cherilyn Lee, enfermeira que cuidava do cantor Michael Jackson, deu um depoimento confuso e cheio de pausas no julgamento do médico do cantor, Conrad Murray, nesta terça-feira (25). Ela afirmou que Michael insistia que o medicamento que o teria matado - Propofol - era seguro, apesar de suas advertências sobre os efeitos colaterais.

Logo no começo, a testemunha pareceu nervosa e, por duas vezes, pediu para que fizessem um recesso para que ela pudesse descansar.

Lee comentou a insistência de Michael para que fosse medicado com Propofol - medicamento que, na época, ela desconhecia -, e que o cantor reclamava constantemente que não conseguia dormir.

A enfermeira também afirmou que se informou mais sobre o medicamento e descobriu que o indutor de sono era usado em cirurgias. Ao saber dos efeitos colaterais, se preocupou com o músico, mas Michael tentava convencê-la que era seguro.

"Um dos sintomas era perda de memória, e sabia que estava trabalhando com um ótimo artista, então fiquei com medo de ele esquecer as falas. Mas ele disse que isso não aconteceria", disse a enfermeira.