Winehouse conhecia os perigos de alternar períodos de privação com os de vício

A cantora Amy Winehouse havia sido alertada pelo médico sobre o risco de alternar períodos de muito consumo de drogas com os de abstinência, mas achava que "viveria para sempre", como muitos jovens, declarou seu pai nesta segunda-feira, numa entrevista à televisão americana.

Amy encontrou a morte em sua casa, no dia 23 de julho passado, depois de tentar, inúmeras vezes, parar com o álcool e as drogas.

Segundo a entrevista do pai, Mitch Winehouse, concedida a Piers Morgan, da CNN, e que deve ser divulgada nesta terça-feira, ela "conseguia beber durante duas ou três semanas, depois parar pelo mesmo período, o que não é nada bom".

O médico preveniu-a seis meses antes desse comportamento também chamado de 'binge drinking', revezado com períodos de desintoxicação, porque estaria suscetível a ataques que poderiam levá-la à morte", contou Mitch Winehouse.

Mas, "ela era como qualquer jovem de 27 anos que acha que fumar não vai matar ninguém, e preferiu ignorar o conselho, mesmo porque acabava justamente de parar durante duas semanas".

Ao longo da carreira meteórica, a cantora precisou enfrentar problemas de dependência de drogas e do álcool.

Sua canção "Rehab" fala de sua recusa a seguir um tratamento de desintoxicação medicalmente acompanhado. E, no refrão, martela sua negativa.

Segundo a família, Amy Winehouse não tinha se drogado no momento da morte e a autópsia não encontrou restos de substâncias ilegais. A investigação oficial sobre as causas do falecimento devem ser divulgadas no dia 26 de outubro.