Ator de novo 'Planeta dos Macacos': "tive que pensar como chimpanzé"

Acostumado a ser um ator que raramente aparece em sua própria pele nos filmes, Andy Serkis, intérprete de Golum em Senhor dos Anéis e do gorila King Kong nos cinemas, afirmou ter sido bastante complicado fazer o primata de Planeta dos Macacos - A Origem, cuja estreia no Brasil está prevista para o dia 26 de agosto. "É muito mais difícil fazer um papel no qual não se precisa falar. Tive que pensar como os chimpanzés, estudar os movimentos desses bichos, tudo para deixar o personagem o mais realista possível".

Assim como ocorreu com os personagens mais notórios de Andy nas telonas, para interpretar o animal ele filmou com roupas compostas por sensores de movimento, cada vez mais comuns nos últimos anos, pois proporcionam à animação em computador um movimento realista, humano. A tecnologia é a mesma utilizada em Avatar e Tintin.

Contudo, nem sempre os atores, por assim dizer, de "carne e osso", contracenam com aqueles que se transformarão em macacos na tela. Isso porque, muitas vezes, há efeitos especiais 100% produzidos por computadores, sem qualquer relação com os artistas no set. E, para Freida Pinto, de Quem Quer Ser um Milionário?, essas cenas foram as mais desafiadoras do longa. "É difícil saber lidar com todos esses aspectos técnicos do filme, pois muitas vezes a interação acaba sendo com o ar".

James Franco, protagonista da trama - no papel do cientista que cria os macacos super-inteligentes que dão origem à toda a saga - se mostrou bastante empolgado com a qualidade visual de Planeta dos Macacos - A Origem, maior bilheteria dos EUA neste fim de semana, quando se deu sua estreia. "Os efeitos dos outros filmes (da série Planeta dos Macacos) ficaram ultrapassados. Mas quando ouvi como iriam fazer este, achei uma grande ideia. Vamos seguir a tradição, só que dando também nova vida a esses animais".