Hit dos anos 80, Erasure mostra fôlego em show de São Paulo

A performance rodopiante de Andy Bell, 47 anos, sobre o palco podia ser copiada à vontade por quem estava na pista, tanto era o espaço livre. Este, aliado à simplicidade da estrutura da banda britânica de synthpop Erasure, composta apenas por vocalista, tecladista e duas backing vocals, dava a impressão de o Credicard Hall estar recebendo na noite de terça-feira (9) uma atração daquelas em início de carreira.

Mas a dupla veterana, hit na década de 1980, parecia não se importar com o tamanho do público. O tecladista Vince Clarke, 51, até que não dava mostras de qualquer sentimento. Do começo ao fim do show na capital paulista, por detrás do pequeno teclado e de seu Mac, estampou no rosto a mesma sobriedade de seu terno marrom. Mas o vocalista Andy demonstrava bastante fôlego e ânimo, e não hesitava em sorrir, dançar e agradecer em inglês e português pelos aplausos e a vibração vindos dos fãs.

O público, que levou consigo bexigas cor-de-rosa e soltou bolhas de sabão - perseguidas por Andy entre uma música e outra -, não escondia seu contentamento com a empolgação deste. A cada exibição 'pé-de-valsa' do vocalista, gritos e pulos histéricos. Por vezes, sua dança mais parecia com o samba que gringo tenta emplacar quando vem ao Brasil.

Fato é que o Erasure fez centenas de pessoas reviverem 'bons tempos' com as clássicas e tão aguardadas Blue Savannah, Love To Hate You, Chorus, A Little Respect, >i>Oh L'Amour e, no bis, Stop!, de uma total de 21 músicas executadas, em uma hora e meia de show - iniciado precisamente às 22h, meia hora após o previsto.

O show de São Paulo foi o penúltimo da turnê Total Pop no Brasil, que contou com shows em Brasília (4), Rio de Janeiro (6) e em Belo Horizonte (7) e termina com apresentação em Porto Alegre, na quinta-feira (11). É a terceira vez que os britânicos passam pelo País. Desta vez, depois de 14 anos.