Com novas e clássicos, Iron Maiden se apresenta na capital federal

BRASÍLIA - A banda Iron Maiden fez mais um show nesta quarta-feira, o terceiro da turnê The Final Frontier no Brasil. Com pontualidade britânica, o fundador da "Donzela de Ferro", o baixista Steve Harris, o vocalista Bruce Dickinson, os guitarristas Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers e o baterista Nicko McBrain subiram ao palco às 21h09, após quatro minutos de uma introdução no telão com raios, fogos, meteoros e estrelas cadentes para a ansiedade dos brasilienses - nove mil segundo a Polícia Militar, 18 mil de acordo com a organização - que foram ao Estádio Mané Garrincha, na área central da capital federal.

Show esperado desde o Natal por João Octávio, 25 anos, que, de máscara aguardava para desfrutar o presente de amigo oculto do irmão, Leandro Ferreira, 33, que levou pela segunda vez o filho Ian, de 10 anos, para ver o Iron.

"Vimos o show anteontem no Rio, mas esquecemos de levar a máquina fotográfica. Hoje vamos registrar tudo em casa", comemorou o pai. E a banda tem essa magia de ser transmitida de geração para geração. Depois de passar pelo detector de metais, os pequenos Lucas Bastos, 9, e Pedro Fleury Moreira,7, bradavam em uníssono: "eles são demais! Não entendo tudo, mas eles são demais".

 

Novo Disco

O público conferiu ao vivo músicas do novo disco. Foram 200 toneladas de equipamento em um cenário com um foguete gigante em uma base espacial. Logo na primeira música, o recado para os fãs: "aê Brasília!", saudou Dickinson ao cantar Sattleite 15 do Final Frontier. E não parou por aí: a interlocução com o público teve destaque antes da balada Coming Home "É bom ver vocês de novo em Brasília. E o Final Frontier? Gostaram? Que tal irmos para casa?", brincou o vocalista com os fãs.

Após uma hora de performance arrebatadora da banda, Dickinson voltou a falar com a plateia. Desta vez, para comentar sobre o terremoto e o tsunami que devastaram o nordeste japonês. Bruce contou que a banda estava na Austrália há três semanas e que dedicava Blood Brothers a todos que estavam sofrendo e tendo de reconstruir suas vidas. O palco salpicado de estrelas e efeitos de luz afastou a chuva fraca quando as enormes caixas de som soaram o eterno clássico 2 minutes to midnight.

Outro momento tradicional foi na apresentação de Dance of Death, com execução impecável do trio de guitarristas e emocionante coro dos fãs.

 

Eddie

Show do Iron Maiden que se preze, tem que ter a presença do mascote da banda, Eddie. Nesta turnê, a figura apareceu ao final do espetáculo, nos hits Fear of death e Iron Maiden. Como um robô gigante de oito metros, o simpático monstrinho surgiu atrás da bateria de Nicko McBrain e fez um duelo com os guitarristas, para delírio do público, inclusive dos cadeirantes que tiveram área exclusiva para assistir a banda.