Pearl Jam prepara série de eventos para celebrar os 20 anos

Há dez anos atrás, bêbado em uma noite em Las Vegas, o empresário do Pearl Jam Kelly Curtis imaginou uma festa de arromba para quando a banda completasse vinte anos de estrada. E o projeto vai sair do papel em 2011, ano que marca os vinte anos do grupo de Seattle e do lançamento do disco de estreia, Ten, informa o site da revista americana Rolling Stone.

As celebrações começam com o relançamento em edição especial dos discos Vs., de 1993, e Vitalogy, de 1994, e seguem com o lançamento de um documentário dirigido por Cameron Crowe e um grande festival que acontecerá em um fim de semana, durante o verão americano. "A gente nunca imaginou que ia durar tanto", admite o baixista Jeff Ament. "Nosso objetivo é documentar o fato de que estamos por aí há vinte anos. Pessoas que não viam essa banda por muito tempo vão dizer: 'ah, é. Eu me lembro!'", acrescenta Curtis.

O empresário diz que a banda estava relutante em dedicar quase todo o ano à nostalgia, mas ele conseguiu persuadi-los. "Não é algo em que eles pensam muito. Eles estão sempre pensando no próximo disco, não nas velharias", afirma.

As caixas de Vs. e Vitalogy trazem faixas bônus inéditas, um show completo gravado em Boston em 1994 e uma fita cassete com a série de rádio Monkeywrench, que Eddie Vedder fez durante a turnê de Vitalogy. "Eddie dirigia por aí em uma van com uma pequena estação de rádio pirata dentro. Foi uma forma de tocar músicas com nossos amigos, e um lance contra as grandes gravadoras. Foi como uma festa em casa", lembra Ament.

Já o documentário documenta toda a carreira do Pearl Jam. "Eu acabei de ver uma edição bruta. Foi estranho pra c... ver filmagens de coisas que eu nem sabia que alguém estava gravando na época. O filme é uma carta de amor de Cameron para nós. Mas é ao mesmo tempo elogioso e bem doloroso. Mostra nossas dores recentes e alguns momentos péssimos, como Rosskilde (o festival em 2002 na Dinamarca onde nove pessoas morreram pisoteados durante o show da banda). Foi bem difícil de assistir", admite o baixista.

Já o festival ainda está na fase de planejamento, mas deve ser um evento de dois dias com várias bandas, e o Pearl Jam encerrando ambos os dias. "Já tocamos em muitos festivais e sabemos o que os torna legais. Queremos dar as pessoas lugares para ir que não são necessariamente musicais. Palcos alternativos e todas essas coisas. Estamos chamando nossos amigos para fazer dois shows com a gente", diz Ament, adiantando que o grupo não pretende tocar os álbuns clássicos na íntegra. "Falamos sobre isso, mas pra mim vira algo muito nostálgico. Nós fizemos com Ten uma vez e não deu certo, porque ficou meio 'pra baixo'. Eu acho que é melhor mesclar os sets a cada noite e dar as pessoas um gostinho de cada álbum", explica.

Mas ele garante que quando o festival terminar, eles querem esquecer a nostalgia e voltar a olha para o futuro. "Eddie e eu ficamos mexendo em um monte de fotos, diários e clippings para a caixa. No final, estávamos tipo 'ugh, chega de passado por enquanto.' Estamos prontos para trabalhar em novas músicas e curtir o que está adiante."