Sérgio Dias diz que show do Mutantes no SWU será "um barato"

 

Reconhecido mundialmente como guitarrista fundador da lendária banda Os Mutantes, Sérgio Dias segue mais do que na ativa. Depois de uma turnê na Europa, incluindo uma apresentação no festival de Glastonbury, o grupo desembarcou no Brasil para se apresentar no SWU, que acontece nos dias 9, 10 e 11 de outubro, em Itu, no interior de São Paulo.

Antes de ensaiar, o músico conversou com o Terra por telefone e falou sobre a expectativa da apresentação. "Espero que seja um show maravilhoso. É um grande barato que isso aconteça", afirmou.

Acostumado com o formato dos grandes festivais, o guitarrista celebrou que haja um evento desse porte no País. "Não é uma novidade pra gente. Acabamos de chegar de Glastonbury. Mas é genial o Brasil começar a fazer parte do circuito do mundo", contou.

O festival, que tem como foco a sustentabilidade e a preocupação com o meio-ambiente, também atraiu Dias em função da causa. "Eu me preocupo com a Terra e pretendo que minha filha, que vai ter um neto, que eles vivam num lugar legal", explicou.

O novo álbum, Haih Or Amortecedor, terá lançamento exclusivo em formato digital na segunda-feira (11), no Sonora. Neste meio tempo, Os Mutantes se dedicaram aos shows no exterior. Perguntando sobre o reconhecimento das apresentações lá fora, Dias é direto ao dizer se o Brasil "deve" aos estrangeiros: "De jeito nenhum".

O guitarrista ainda ressaltou que sempre teve os fãs ao lado da banda. "Os únicos problemas que Mutantes teve foi com gente burra de gravadora e crítica idiota. São bobagens", explicou.

Música atual 

Os Mutantes ficaram famosos por dar novo folêgo ao cenário brasileiro, atingir o mercado internacional e se tornar referência no experimentalismo. Muitos grupos estrangeiros sempre citam os brasileiros como referência.

O guitarrista Sérgio Dias celebra o status "cult" que o Mutantes ganhou, mas questiona se há a mesma ousadia na música atual no País.

"O que me deixa revoltado e triste é que parece que houve uma explosão nuclear e houve uma devastação na música e toda arte. Acabou toda arte. Onde está Egberto Gismonti? Ivan Lins? Cadê todo mundo?", questionou.

Sua crítica vai além do campo das artes. "Hoje eu vejo o Tiririca se elegendo. Não dá pra aceitar brasileiro assistindo Big Brother".