Presidente do Peru diz que Nobel a Vargas Llosa é ato de justiça

Alan Garcia afirma que este é um grande dia para o país

       LIMA - O presidente do Peru, Alan García, disse que o Nobel de Literatura concedido nesta quinta-feira ao seu conterrâneo Mario Vargas Llosa é uma "honra" e uma iniciativa "emocionante" para todos os cidadãos do país.  "Este é um grande dia para o Peru, porque o mundo reconhece a iluminada inteligência e a vontade libertária e democrática de Vargas Llosa. É um ato de justiça enorme que esperávamos desde nossa juventude", declarou o mandatário, que considerou a iniciativa como "emocionante" para todos os cidadãos do país. Em entrevista à emissora RPP, García destacou as qualidades do escritor, "um extraordinário criador da linguagem e com uma constância de trabalho de mais de 50 anos, que como romancista e dramaturgo penetrou em todos os recantos da criação da linguagem e da comunicação".

O chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde, assinalou em entrevista à rádio colombiana Caracol que a população local está muito "feliz e orgulhosa" com o Nobel, já que foi reconhecido "o talento, a vocação e a dedicação permanente de Mario Vargas Llosa".

O ministro de Cultura da nação sul-americana, Juan Ossio, se declarou "muito orgulhoso" pela premiação a seu amigo pessoal. "Não receber o Nobel não lhe tirava o sono", comentou o titular, ao ser questionado sobre se o autor ficou triste nas ocasiões em que não foi condecorado.

Aos 74 anos, Vargas Llosa foi laureado por ter criado uma "estrutura de poder e por suas imagens afiadas da resistência do indivíduo, de sua revolta e fracasso". Entre suas mais famosas obras estão "A cidade e os cães" (1963), "A guerra do fim do mundo" (1981) e "Travessuras da menina má" (2006).