Justiça mantém ordem do Ibama de retirar urubus da Bienal

A Fundação Bienal de São Paulo pediu na Justiça a suspensão da ordem, dada pelo Ibama, para retirar da exposição os pássaros da espécie urubu-de-cabeça-amarela que integram a obra Bandeira Branca. Mas o juiz substituto Eurico Zecchin Maiolino, 13ª Vara Cível Federal, não acatou o pedido e os bichos terão que ser retirados da exposição.

Segundo a Bienal, antes mesmo de a 29º exposição ser aberta, o Ibama havia autorizado a utilização dos animais. Para o juiz, no entanto, mesmo após a concessão de autorização, o Poder Público está autorizado a voltar atrás se constatar qualquer irregularidade.

Em comunicado no início do mês, o Ibama ordenou a retirada dos três exemplares de urubu expostos por considerar que as instalações não eram adequadas para eles.

De acordo com a decisão judicial, apesar da ausência de comprovação de maus tratos, conforme alega a Fundação Bienal, em se tratando de discussão relativa à questão ambiental, o princípio que deve prevalecer é o da precaução.

A obra do artista plástico Nuno Ramos causou polêmica desde o início, incluindo protestos que chegaram até à pichação da instalação, que apresenta três grandes blocos de concreto envolvidos por enormes redes, nas quais três urubus permanecem presos, embora com um grande espaço para voar.

A Bienal de São Paulo começou em 25 de setembro e ficará aberta ao público até 12 de dezembro.