Pedro Lourenço mistura império, baseball e transparências

O jovem estilista brasileiro Pedro Lourenço misturou imperatriz Josefina - esposa de Napoleão -, baseball e mulher brasileira para apresentar sua coleção primavera-verão 2011 nesta sexta-feira em Paris.

Peças bicolores, que misturavam tons primários e secundários, com recortes transparentes e shape reto deixavam a silhueta feminina esguia e altiva. O coque alto e os sapatos altíssimos de Alexandre Birman enfatizavam o porte das meninas.

Se é uma questão de DNA ou não, não se sabe, mas Pedro aprendeu com o pai, Reinaldo Lourenço, e com a mãe, Gloria Coelho, a dar leveza a estruturas mais rígidas. E no desfile isso ficou claro com o trabalho geométrico feito com o jogo de cores, recortes e transparências, pontos-chaves da coleção.

Macacões, vestidos curtos e longos, calças compridas, minissaias e jaquetas brincavam de esconder e revelar o corpo feminino. Colo à mostra, braços, pernas e pés revelados se encaixavam perfeitamente com a rigidez do couro. Tule de seda italiano foi outro material usado. Trabalho que lembravam as redes usadas como proteção do rosto dos jogadores de baseball surgiram em várias peças. Além do branco e do preto, vermelho, azul, verde e amarelo escuro estava na cartela de cores.

Outros

O desfile de Pedro ocorreu no mesmo dia de nomes como Lanvin, Vivienne Westwood e Yohji Yamamoto e Issey Miyake. Yamamoto trabalhou com roupas pretas, largas, sobrepostas, que podiam vir ou não misturadas com pelas floridas. Batom vermelho e pele pintada de branco faziam parte do make, com cabelos soltos e desgrenhados.

O rosto foi destaque também no desfile de Vivienne Westwood, tanto pela pintura, o que já tinha sido visto em sua segunda marca, Red Label, em Londres, quanto pelas máscaras que usou. Nas roupas, silhuetas mais largas e sobreposições, num mix de estampas e cores. A inglesa disse após o desfile em Londres para ninguém comprar roupas pelos próximos seis meses.

Sobreposições, peças levas e misturas de cores permearam o desfile de Issey Miyake. Lanvin apostou principalmente em marrons, cinzas escuros, com pinceladas de azul e vermelho. Peças fluidas e longas foram as principais apostas da grife francesa.