Lembre as melhores e mais sexy secretárias do cinema

Elas costumam fazer aquele tipinho café com leite. Normalmente colocadas como pano de fundo, com rápidos e inodoros diálogos, as secretárias são geralmente subestimadas pelos roteiros de cinema. Um erro, pois elas sempre podem ser as personagens que tudo escutam e tudo vêem. Em tributo a que comemoram seu dia em 30 de setembro, o Terra elegeu as que melhor souberam desempenhar essa função no cinema.

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Por ordem cronológica, começamos em 1951, quando Marilyn Monroe, ainda desconhecida do grande público, começava a mostrar a que veio no papel da secretária Harriet em Sempre Jovem. Destaque para as interpretações impecáveis dos decotes que Marilyn vestia.

Pulamos para 1960, com a representação de uma personagem que todos lembram por uma específica e aterrorizante cena no chuveiro. Sim, a Janet Leigh de Psicose era uma secretária, ainda que sua profissão não fosse o elemento dramático mais explorado pelo diretor Alfred Hitchcock.

Também exposta a riscos - não de vida, mas de se apaixonar - não se pode deixar de lembrar Miss Moneypenny, a secretária de "M", chefe do agente secreto mais famoso e irresistível de todos os tempos: 007. Moneypenny foi interpretada por algumas atrizes, mas a que mais acumulou a função foi a australiana Lois Maxwell.

Dos anos 60/70 para a década de 1980. Porque na categoria secretária, ela é certamente a imagem mais recorrente na memória cinematográfica: Melanie Griffith é, por excelência, a moça que resolve seus problemas. Pelo clássico Uma Secretária do Futuro (1988), ela mostrou que, com algumas ligações certas e sabendo unir "lé com cré", se pode conseguir postos bem mais altos na empresa e, de tabela, algum elegante engravatado que, neste caso, era Harrison Ford.

Ano 1996. Vez de Renée Zellweger trabalhar para outro chefe elegante (aliás, no cinema, os chefes das secretárias costumam ser homens bem mais interessantes que a média). Como funcionária de Jerry Maguire, um cara desempregado, porém cheio de boas intenções vivido por Tom Cruise, Zellweger se virou nos 30 para conseguir o que se seu sonhador e sorridente chefe pedia. Como de praxe, conseguiu não apenas nota 10 no trabalho, como de quebra levou o coração do empregador - uma sintomática moral do cinema essa, de que, para as mulheres, o trabalho, sem amor, não compensa.

Em 2002, Maggie Gyllenhaal subverteu essa política dos romances higiênicos entre secretárias e seus chefes com o divertidíssimo Secretária. O filme transforma todos os clichês do relacionamento de banquinho e violão entre chefes e secretárias num amplificador de guitarras elétricas.

Um ano depois, novamente ela, Renée Zellweger, volta à cena agora como chefe em Abaixo o Amor. Como sua secretária, a atriz Sarah Paulson termina servindo também de melhor amiga e conselheira, o que prova mais uma vez que o papel de secretária no cinema é sempre o de uma peneira para as turbulências emocionais dos superiores diretos. Curiosamente, há no fim deste filme uma interessante revelação sobre as frustrações de ser secretária e, portanto, invisível.

Em 2006, entra em cena uma das secretárias que mais sofreu no cinema: Andrea Sachs, a mocinha que, virgem do mundo fashionista, sofreu horrores nas mãos de sua chefe, a editora Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada. Pois bem, o diabo em questão, na pele da magnânima Meryl Streep, vestia não apenas Prada, como toda a coleção de frases humilhantes direcionadas à personagem de Anne Hathaway.

O Brasil também teve uma boa representante da categoria nos cinemas. Na verdade, Giovanna Antonelli não era tão boa assim em Caixa Dois, de 2007. Trabalhando para um banqueiro vivido por Fúlvio Stefanini, ela acaba sendo "laranja" em uma transação que dá errado.

Até a polêmica Lindsay Lohan já esteve na função, em Meu Trabalho é Um Parto, de 2009. Prestes a ser demitida, a secretária Thea acaba dizendo que está grávida. A notícia faz seu carisma aumentar muito no escritório, fazendo com que ela ganhe até uma promoção. O problema é que tudo era apenas uma mentira para não ir parar na rua.

Em 2010, Homem de Ferro 2 não apenas resgatou Gwyneth Paltrow como Pepper Potts, a fiel assistente de Tony Stark, como trouxe Scarlett Johansson no papel de uma nova secretária disposta a revelar segredos bem mais sinuosos que os negócios de seu chefe. Aliás, há quem diga que a atenção que vem sido dada a Scarlett no filme deixou Gwyneth, a secretária do primeiro Homem de Ferro, um tanto enciumada. Sim, porque secretárias também podem ser bastante possessivas.