Mais de 750 mil inscritos para concurso do Ministério Público da União

JB Online

RIO - Mais de 750 mil inscrições foram contabilizadas às vésperas de um dos concursos mais esperados do ano, o do Ministério Público da União (MPU). Com provas marcadas para os próximos dias 11, nível superior, e 12, para quem optou por nível médio, foram 754.791 candidatos em busca de uma das 594 vagas para profissionais de qualquer área e para quem tem formação específica, como técnicos e analistas. Na disputa, salários de R$ 6.551,52 (analista) e R$ 3.993,09 (técnico). A banca é o Cespe/UnB.

A concorrência pode ser medida por números. Somente no Rio de Janeiro, para os cargos de nível médio, foram 49.327 inscritos para o concurso do MPU. Para nível superior, o total chegou a 30.529. Em São Paulo, 38.110 candidatos se inscreveram para os cargos oferecidos para quem tem nível médio. Outros 35.366 disputarão os cargos previstos no edital destinados ao nível superior.

Carlos Eduardo Guerra, o Guerrinha, especialista em concursos públicos, alerta que, nessa reta final, o candidato deve rever conhecimentos específicos, o conteúdo de legislação do Ministério Público da União, informática e administração orçamentária, no caso do nível médio. Já quem concorre a uma vaga de nível superior, segundo ele, além de dar mais atenção às disciplinas específicas e informática, deve ter cuidado com legislação.

Também é importante, de acordo com Guerrinha, resolver as provas da banca . A meu ver existem dois pontos importantes. Primeiro, o aluno deve analisar cada matéria e corrigir todos os seus pontos fracos; segundo, fazer o maior número de exercícios, se possível, de bancas semelhantes , ensina.

Segundo ele, o candidato não pode parar de fazer provas . Resolver as provas anteriores é importante, pois assim incorpora o conteúdo. O aluno tem que mirar as questões que errou e estudar mais aquele conteúdo. Não é necessário ter um grande número de provas; ele pode refazê-las. Resolver questão de provas anteriores é a maneira mais eficiente de estudar para um concurso. Só não recomendo ao aluno virar a noite estudando, pois ele deverá estar descansado para fazer a prova no dia seguinte. O melhor para o aluno é fazer uma revisão geral na véspera , explica.

Como se comportar na prova é uma das dúvidas mais comuns dos candidatos. Guerrinha avisa que o candidato precisa ficar atento ao horário. A prova será muito cansativa e o aluno deverá pré-estabelecer uma meta de tempo que ele deverá fazer a redação. O que recomendo é que o candidato perca no máximo uma hora para desenvolver o conteúdo. Se não souber uma questão, deve deixar em branco, pois não é aconselhável marcar algo que não sabe. O que não pode acontecer é o candidato ficar com medo de marcar. As questões são formadas por itens em que o candidato julga-os certo ou errado. Outra novidade é na contagem de pontos da prova. Para cada questão marcada errada, é subtraído 0,5 ponto do candidato , alerta.

Washington Leite, professor de legislação do MPU do Centro de Estudos Alexandre Vasconcellos, aponta uma série de tópicos que devem ser revistos até o momento da prova. Inicialmente leitura da matéria do Ministério Público na Constituição Federal (art. 127 ao 130 da CF/88). Em relação à Lei Complementar 75/93 os seguintes tópicos deverão ter prioridades: funções institucionais do MPU (art.5º), Controle Externo da Atividade Policial (art. 9º), das prerrogativas ( art.19 ao 21), atribuições do PGR como chefe do MPU (art.26) , afirma.

As questões de prova deverão ser formuladas com base no conteúdo expresso das leis e, por isso, é de bom estudar a resolução de provas anteriores. O candidato deve focar seus estudos nesses temas e conhecer em detalhes todas as normas a eles dedicadas , avisa.

Para Eduardo Gnisci, de gestão de pessoas, o candidato deve estar atento ao elevado nível de subjetividade das questões relativas ao tema. Isso frequentemente leva o candidato a crer que sabe tudo a respeito da disciplina a partir se sua vivência no mercado de trabalho, o que configura um grande equívoco.