Fã do público brasileiro, Moby promete show com sucessos

Portal Terra

SÃO PAULO - Moby ficou famoso ao emplacar hits como Porcelain, Go e We Are All Made of Stars. Em turnê pelo País, o americano toca em Porto Alegre (20/4 - Pepsi On Stage), São Paulo (23/4 - Credicard Hall) e Rio de Janeiro (24/4 - Citibank Hall). Em entrevista ao Terra, Moby disse que o principal foco de seus shows é tocar o que o público quer ouvir.

"O show ao vivo é uma compilação dos principais sucessos. Toco apenas três canções do último álbum. A maioria são músicas dos álbuns anteriores. Tento colocar no palco aquilo que eu gostaria de ver se estive na plateia", disse o produtor, comemorando a sequência de shows. "Tem sido ótimo. Estamos nesta turnê faz 14 meses e chegamos na América do Sul faz uma semana. A resposta do público tem sido incrível. Muito divertido", completou.

Moby ainda elogiou o público brasileiro ao afirmar que seus fãs são diferenciados ao acompanhar suas apresentações. "O que eu amo de tocar no Brasil é que o público é muito entusiasmado, mas também é muito sofisticado. É uma combinação interessante. Todos se divertem, mas são inteligentes também", explicou.

Tendo um vasto repertório de hits para trabalhar, o produtor explica que seu repertório é baseado na criação de vários climas, mas não pode fugir muito da proposta em função de sua numerosa banda. "O show oscila de momentos introspectivos e emocionais até horas dançantes transformando-se em uma grande festa", disse. "O repertório muda um pouco, mas é parecido ainda. São oito pessoas no palco e não podemos deixar a banda confusa".

O contato com os brasileiros ainda vai além do público em sua turnê. Moby também conhece o cenário eletrônico do País. "Eu conheço Mixhell (Iggor Cavalera e Laima Leyton) e nós tocamos uma vez em Nova York. Iggor era baterista do Sepultura e eu sou muito fã da banda. Já o Gui Boratto eu não conheço pessoalmente, mas conheço sua música e seus remixes. Gosto muito do que ele faz", contou.

Música X Política

Dono de algumas declarações polêmicas, Moby nunca escondeu seu posicionamento político e também nunca deixou de falar sobre questões controversas na mídia americana. O produtor afirmou que não gosta de fazer tal censura e lembrou-se de alguns ídolos.

"Alguns de meus heróis eram músicos que falavam de política. John Lennon, Public Enemy, Joe Strummer e Neil Young. Acho que há uma história interessante de músicos envolvidos no ativismo. Até grupos atuais, como Rage Against the Machine", explicou.

O produtor ressaltou seu amor pela música, mas crê que os assuntos possam caminhar juntos. "Amo fazer música e é algo que gosto de dedicar minha vida, mas, de alguma pequena forma, gostaria de transformar o mundo em um lugar melhor. Não quero só me promover, prefiro falar sobre assuntos que são importantes pra mim", disse Moby, que pretende cumprir sua missão com os fãs brasileiros.

"Nunca esperei ter uma carreira como músico, um contrato e muito menos sair em turnê. Isso me surpreende. Espero que possa fazer um show que todos gostem", finalizou.