Apocalipse de 'Eli' atrai 186 mil aos cinemas no Brasil

Da Redação, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - O thriller apocalíptico O livro de Eli, protagonizado por Denzel Washington, fez a maior bilheteria do último fim de semana no Brasil. O longa dirigido por Albert e Allen Hughes, que entrou no circuito nacional na última sexta-feira, atraiu cerca de 186 mil pessoas aos cinemas em seus três primeiros dias em cartaz, arrecadando um total de R$ 1,9 milhão. O segundo posto em renda no mesmo período ficou com Ilha do medo, de Martin Scorsese, estrelado por Leonardo Di Caprio, com R$ 1,4 milhão, acumulando R$ 4 milhões desde sua estreia, no dia 12.

O drama Um sonho possível, que deu o Oscar de Melhor Atriz desse ano a Sandra Bullock, estreou em terceiro lugar no ranking nacional, faturando cerca de R$ 1,3 milhão. O filme de John Lee Hancock teve a melhor média de público da lista, cerca de 1.050 espectadores por sala, atraindo mais de 121 mil espectadores.

Maravilhas de 'Alice'

Apesar de ter caído algumas posições, Avatar, de James Cameron, continua entre os 10 títulos mais procurados pelos brasileiros (fenômeno que se repete nos Estados Unidos): fez R$ 1,1 milhão no fim de semana. Já a comédia Simplesmente complicado, que tem Meryl Streep, Alec Baldwin e Steve Martin como estrelas, ocupou o quinto lugar da parada cinematográfica, levando mais de 68 mil pessoas aos cinemas, com renda de

R$ 728 mil.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, Alice no país das maravilhas, de Tim Burton, manteve-se no topo da bilheteria local. A adaptação do conto de Lewis Carroll, lançada nos cinemas de lá no dia 5, arrecadou cerca de US$ 34,1 milhões no último fim de semana, elevando o faturamento total para US$ 265 milhões. O longa-metragem estrelado por Johnny Depp chega ao Brasil dia 21 de abril. O infantil Diário de um banana, filme inspirado em uma série de livros sobre as aventuras de um menino rebelde e seus camaradas, ficou na segunda posição, com US$ 21,8 milhões.

O terceiro lugar foi para outra estreia do fim de semana, Caçador de recompensas, comédia protagonizada por Gerard Butler e Jennifer Aniston, que arrecadou US$ 20,6 milhões. Repo men, ficção científica com Jude Law, Forest Whitaker e a brasileira Alice Braga, ficou na quarta posição, com US$ 6,1 milhões. O filme de Miguel Sapochnik está agendado para estrear por aqui dia 17 de setembro.

Entrando em sua segunda semana de exibição por lá, Zona verde, com Matt Damon, gerou US$ 6,1 milhões, garantindo o quinto lugar da parada. O filme de Paul Greengrass foi seguido pela comédia Ela é demais pra mim, que somou US$ 5,8 milhões. Em sétimo ficou Ilha do medo, que arrecadou US$ 4,7 milhões. O filme já faturou um total de US$ 115,7 milhões em cinco semanas de exibição.

Venda pode salvar MGM da falência

Estúdio deve mais de US$ 3 bilhões; Grupo Time Warner lidera ofertas

Em meio à pior crise financeira de sua história, os estúdios da célebre Metro- Goldwyn-Mayer anunciaram terça-feira ter recebido várias propostas, inclusive de compra, que estão sendo examinadas, segundo um comunicado. A empresa espera ganhar tempo para negociar com seus credores e adiar os prazos de pagamentos de 31 de março e 8 de abril, numa rolagem de uma dívida de US$ 3,7 bilhões.

A MGM não revelou o nome dos interessados. Entre as opções, o estúdio avalia a possibilidade de continuar funcionando como uma entidade independente e a possibilidade de vender suas atividades. O jornal The New York Times afirma que nenhuma das ofertas feita supera os US$ 1,5 bilhão, quando a MGM esperava US$ 2 bilhões. Esta situação poderá conduzir a empresa à falência e posteriormente ser recuperada pelos credores. Fontes de Hollywood dizem que Time Warner, Lions Gate Entertainment e Access Industries, do bilionário Len Blavatnik, fizeram ofertas entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,5 bilhão pelo estúdio.

A MGM afirma ter o maior catálogo de filmes do mundo, com 4 mil títulos, incluindo as franquias James Bond, Pantera Cor-de-Rosa e Rocky, além de clássicos como ...E o vento levou, O mágico de Oz, Cantando na Chuva e 2001: Uma Odisséia no Espaço. A empresa surgiu em 1924, a partir de uma fusão de três estúdios: a Metro Picture Corporation, a Goldwyn Picture Corporation e a Louis B. Mayer Pictures. A empresa foi comprada em 2004 por um consórcio comandado pelo grupo japonês Sony Pictures Entertainment, dona do estúdio Columbia Pictures, e do grupo americano Comcast Corporation. (Com agências)